Frase da Semana

"A MINHA FELICIDADE DEPENDE DA QUALIDADE DOS MEUS PENSAMENTOS"





quinta-feira, 5 de junho de 2008

LOUCURAS À PARTE


Há poucos dias, levantei a lebre sobre essa dependência da "cara metade", quase arremessei pedras nos que vivem atormentados por essa necessidade, de ter que ter alguém. E hoje, por pura armação do destino assisto a um episódio final de uma série, que acabou faz uns dois anos, mas que por puro descuido não havia conseguido assistir.


Pois bem, o episódio final me levou às lágrimas, porque, como todo bom final feliz, as tramas foram ajeitadas para que os casais, pelos quais torcia dessem certo, realmente se acertassem. Já tinha visto tantas vezes em tantos outros filmes, mas fiquei emocionado quando o ator principal ajoelhou-se e pediu a mão em casamento de sua vizinha. E quando uma das atrizes, aluga uma roda gigante e a leva para a frente da casa do cara com quem ela teve centenas de encontros e desencontros, somente para provar que ela lembrava de onde ocorrera o primeiro encontro dos dois.


Amanhã escrevo uma postagem do hospício, ok?

domingo, 1 de junho de 2008

THE BEST SONGS ARE WRITTEN WITH THE BROKEN HEART





Se as melhores canções são compostas pelos corações partidos, como cantam os Carpenters e as melhores obras são escritas nos momentos de tristeza, como fez e disse Oscar Wild, então agora deveria ser o momento da minha “master piece”, ou seja, obra de arte.
Estou triste! Depois de um grande namoro, de quase cinco anos, que não se sustentou por pura comodidade, tive dois outros à distância, um cujo o ponto de origem e de referência por um ano e meio, foi Floripa, o qual foi um relacionamento que teve seus altos e baixos, mas foi algo que me fez sentir vivo. Pois, por “amor” me aventurei e fiz de tudo para estar lá, peguei avião, fui de carro, fui de ônibus, dormi na estrada, aluguei carro, usei o meu, só não usei os balões do tal padre porque nunca passou pela minha cabeça tamanha besteira. Mas sabe-se lá! Hoje chamo de besteira, mas na época poderia bem ser uma idéia interessante, afinal o padre em algum momento achou, não?

Voltando à minha história. Terminado esse grande amor, que morreu por pura falta de patrocínio e claro, outros “detalhes menores” como algumas incompatibilidades que somente o dia a dia, coisa que não tínhamos, começaram a surgir com a chegada do tempo, tive um segundo namoro. Esse também à distância! Um amigo que é psiquiatra disse que eu, intencionalmente, mas não tão conscientemente queria que fosse assim. Que nada!

Nos conhecemos por acaso e depois de uma semana maravilhosa de romance, sexo, jogos de sedução e carinho, sucumbi, apesar de já saber que não poderia dar certo, a um romance que ultrapassaria fronteiras. Entrei nesse porque foi tudo muito bom, talvez fosse uma das melhores oportunidades da minha vida de construir um “lar”. Inteligência, beleza, bom gosto, requinte, permeavam nossa história, não vou falar do bom sexo, porque crianças podem acessar o blog e depois dizerem que sou safado.

Porém quando assumimos uma relação nesses moldes, precisamos ter uma coisa em mente, que é o projeto de encurtar a distância, a curto prazo, do contrário ela está fadada a fenecer. E foi o que aconteceu.

Hoje estou aqui, às 5h da manhã escrevendo sobre minha “viuvez”. E me sinto super pra baixo. Não sei explicar bem o porquê, uma vez que sou um cara maduro e consciente de todas as razões tanto emocionais quanto físicas, de tais “mortes”. Só estou dando um desconto porque sou um ser humano, e de acordo com artigo que li numa dessas revistas, não nasci para ser racional.

Poderia discorrer aqui sobre minha dor, minhas poucas mas verdadeiras lágrimas, meu desespero em achar que serei um eterno viúvo, minha talvez pouca competência em administrar assuntos do coração e até da vida mundana, mas prefiro pensar em outra coisa. O que me ocorre, no meio de todo esse pequeno furacão emocional é questionar se um dia essa necessidade de estarmos atrelados emocionalmente a alguém é produto da nossa natureza humana ou algo que nos foi incutido com o passar dos tempos!?

Entenda, vou separar aqui duas situações que acho bem distintas: a primeira se refere ao sexo em si, ao desejo, à procriação, a necessidade de perpetuação da espécie. Necessidade inerente a todo animal. E claro, não há condições de existir um sexo de verdade sem a outra parte. Mas para isso, o sexo pode existir independente dos arreios do relacionamento. A segunda situação, versa sobre esse modelo visto no final de todas as novelas, filmes, romances, o chamado par, casal, pombinhos, ou seja lá como queiram descrevê-los.

Me pergunto se meu momento de tristeza é fruto do meu mais profundo e natural comportamento animal, ou se é porque nasci numa sociedade onde tudo me induz a trilhar caminhos de mãos dadas, e no momento estou deprimido porque não tenho essa outra mão para segurar? Como não tenho os carros bonitos, os tênis de marca, o sorriso colgate, a beleza dos modelos.

Será que estou partilhando da mesma dor que uma gordinha, que não consegue ficar esbelta como aquela determinada atriz, sente? Isto não porque ela naturalmente se incomoda em ser gordinha, mas porque cada canal de tv, cada outdoor na rua, cada página de revista a faz entender que ser gordinha não é o certo! Não é o que está na moda, e não estar na moda nos deprime, pois nos faz sentir diferentes, menos afortunados.

A incessante busca do outro, do par perfeito, da outra metade da laranja, é mesmo algo que precisamos, porque não conseguimos sobreviver sem alguém, ou é simplesmente um paradigma da sociedade, sua realização pessoal e sua felicidade devem realmente estar nas mãos de um outro ser, que nem te conhece direito?

Precisamos mesmo de um outro alguém para sermos felizes? Completos? Sempre que vejo algo, seja no cinema, na televisão, ou mesmo quando leio, os motivos que fazem com que a trama siga adiante, ou tenha um sentido, é essa necessidade do encontro da outra pessoa. Seja ela, homem ou mulher, bonito ou feio, inteligente ou pouco esperta, ela sempre é a razão. Mas até que ponto não fomos levados a pensar dessa forma, de que sozinhos não seremos felizes. Quantos finais felizes nos fizeram a cabeça? Até trilha sonora temos!

Os que não estão em par, devem sentir-se menos confortáveis, porque essa situação destoa do modelo oficial? Já ouvi dizer que mulheres que tem filhos, olham para as que não os tem com aquele olhar de desaprovação, como se ter filho fosse o título para participar da sociedade feminina e não tê-los faz da outra, menos mulher. Não quero que minha carteirinha para o clube dos "de bem com a vida", precise existir por conta da minha não solidão.

No entanto sei que a vida é um jogo, um jogo com regras, cada segmento tem seus próprios estatutos, e para podermos participar deles devemos respeitá-las, sim porque senão não seremos reconhecidos como membros desta ou daquela irmandade. Não se pode jogar buraco, sem que as cartas respeitem a lei de formação para os pontos. Existe um livro, do mesmo autor de “O Mundo de Sofia”, o Jostein Gaarder, chamado “O Dia do Curinga”, nele o mundo das cartas de baralho é usado como uma analogia ao nosso, onde ser curinga, significa destacar-se dos outros, pois o coringa pensa diferente, pode ser inserido a qualquer momento em qualquer jogada, mas não pertence a naipe algum.

A pessoa não se torna curinga, ela nasce curinga, um fardo ou privilégio com o qual ela terá que saber viver, mesmo que seja uma vida solitária. Ai, ai, ai...

segunda-feira, 26 de maio de 2008

SENSIBILIDADE




Está é a palavra que para mim define tudo que uma pessoa deve ter para poder viver bem consigo e com os outros. E é claro, por ser algo positivo, está em falta no mercado. Não porque as pessoas têm procurado bastante e o estoque acabou, como os repelentes para mosquitos. Mas sim porque a falta de procura desse predicado, fez com que a produção fosse paralisada, como aconteceu com o mandiopã e as balas de caramelo.
Por duas vezes hoje, esse tema veio à minha mente, e não é preciso ser historiador ou funcionário do IBGE para perceber que vivemos, hoje, comparativamente com um passado não tão remoto, mais momentos de extrema falta de educação, protagonizadas por nada menos do que nossos semelhantes. Se antigamente, diziam que era difícil ver um ato de gentileza por parte de alguns, hoje é quase impossível. E pasmem, também não sou vidente, mas to vendo que o negócio tende a piorar.

Ao invés de sorrisos, se vê nos semblantes, desconfiança, incômodo, ira mesmo! Dá até medo de se dirigir a algumas pessoas. Hoje, quando fui abastecer meu carro, fui testemunha e talvez, vítima de um desses momentos. Simplesmente uma pessoa do sexo feminino, creio que com medo, pois afinal postos de gasolina tem sido palco de tamanhas atrocidades (isto é ironia!), simplesmente, para não perder sua vez em uma enorme fila de dois carros, bloqueou minha passagem, e por mais que eu gentilmente acenasse indicando minha intenção de passar para o outro lado do posto, a criatura me ignorou e ainda por cima pegou o celular e começou a fingir que estava em uma ligação. Como sei que era fingimento? A não ser que ela estivesse recebendo informações sobre sua próxima “missão impossível”, o fato de sequer abrir a boca para expressar um oi ou tchau, delatava sua “armação”. Posso estar totalmente , enganado e sendo injusto com tal pessoa e por isso devo voltar em outra encarnação para pagar esse erro. Mas duvido muito! E ainda, agora sendo eu testemunha, e não vítima, vi que, o carro que estava na frente do dela, precisou dar marcha ré e ela, já sem o celular, mas fazendo cara de paisagem não moveu um milímetro. Será que ela não aprendeu a dar ré no carro? E eu aqui espinafrando a pobre!?

Agora há pouco, liguei para uma amiga que fora a uma entrevista para um emprego, ela, como eu, é professora, e tinha me dito ontem que estava com uma aula agendada para às 18h na tal escola, para qual se candidatara. Chegou lá, bem antes do horário previsto, como manda o manual do bom “procurador de empregos” e esperou nada mais que duas horas, após o horário estabelecido, para ser atendida. E enquanto dava sua aula, nervosa como todo “procurador de empregos”, notou que a dita dona da escola, estava de papo com sua filha. A pergunta que fica é: quem procura emprego, ta pedindo esmola?

Sensibilidade para mim, é um misto de gentileza, respeito, decoro, bom senso e empatia. Com esses ingredientes vamos saber a hora certa de falar, de calar, e o gesto certo que usar. Sem ela, seremos eternamente trogloditas egocêntricos.

Chega, pois sensibilidade é também perceber quando preciso me calar, risos.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

NOTÍCIAS QUE NÃO ENTENDO!


Acabei de ler que a Petrobrás, descobriu novo poço, que a produção aumentará e... que o barril do petróleo chegou a US$ 130,00 (cento e trinta dólares). Só para esclarecer ele, o preço do barril, no começo do ano ainda era de US$ 105,00 (cento e cinco dólares). Isso quer dizer que quanto mais petróleo se acha, mais caro ele fica?

Então vou pedir para, ou deixarem de procurar petróleo, assim ele acaba logo, mas acaba num preço decente, porque no final somos nós, os idiotas que compram, que abastecem os carros e que leem os jornais, que acabam pagando o pato, ou melhor o petróleo. Ou então que eles, pelo menos a Petrobrás, encontre os poços, faça as perfurações, encha os barris, mas não diga nada a ninguém. Assim eu me sinto menos burro, por não entender! Sinto-me como aquele cara que dá pulos, quando vê um gol feito pelo jogador do seu clube, e só percebe depois que o gol foi contra.

Algum economista de plantão para me elucidar?

TRANSFORMAÇÕES

Mesmo que todos os relógios do mundo parem e nunca mais funcionem, iremos nos dar conta da passagem do tempo. Mesmo que a Terra deixe de dar voltas em torno do sol e pare de rotacionar sobre seu próprio eixo, não marcando mais os dias e as noites, será possível dizer que o tempo continuou correndo. Isso porque sentiremos na pele, nos atos e em nossos pensamentos.

Nosso corpo e nossa mente não nos deixam esquecer, que mesmo sem relógios, dias e noites, a vida segue seu rumo e nos transformamos.

O tempo passa e não são somente transformações físicas que noto em mim. Muito do que era já não se apresenta mais em meu semblante, as rugas já estão se manifestando de maneira menos discreta. Aqueles cabelos que ainda teimam permanecer sobre meu couro cabeludo, estão clareando para um branco idade, que não incomoda, uma vez que são ralos e curtos, mas num mundo altamente voltado ao modelo jovem, faz lembrar-me que esse termo já não se aplica mais à minha pessoa.
Hoje ao ser atendido em algum balcão, sou um senhor – o que o senhor deseja? Pergunta o atendente. Já sou “tio” até para alguns que não são meus sobrinhos.

Mas não é só de transformações físicas que vive este senhor. Meu modo de ver o mundo e de agir com ele também sofreu mudanças. Hoje olho para dentro de mim e identifico uma pessoa diferente. Encarando velhas situações de uma outra forma. Não acreditando tanto em tantos. Sendo menos ingênuo e muito mais desconfiado. Pensando mais, antes de agir e tentando não ser tão precipitado nos gestos e nas opiniões.Tudo isso, para mim são traços do amadurecimento, que eufemisticamente substitui o termo envelhecimento.

Mas envelhecer ou amadurecer, como prefiro, não é terrível, porque, decorrente das transformações, posso manter uma mente aberta e aventureira, vivendo assim uma vida repleta de novidades que, com certeza, serão até mais valorizadas do que quando tínha 17 anos!

domingo, 11 de maio de 2008

GREGOS E TROIANOS


Conhecem aquele ditado: não é possivel agradar a gregos e troianos?

A vida é assim mesmo, não importa o que façamos vamos ter quem goste e quem não goste! Hoje é dia das mães, e o Fantástico está transmitindo, com exclusividade, de acordo com meu cunhado, uma entrevista com a mãe da Isabella.

Desculpem, mas é para acabar com o domingo de todas as mães? Para mim, usando a idéia da postagem abaixo, seria uma "entrevista desnecessária". Já deu o que tinha que dar!


Bom começo de semana!

ENCONTROS DESNECESSÁRIOS!


Não sei se já aconteceu na vida de algum de vocês! Mas sabe aquelas pessoas que você conhece, por uma má sorte do destino, e que ao final só entraram para sua vida para te deixar aborrecido, para baixo ou irritado mesmo!?

Eu tenho um grupo dessas pessoas, não é grande não, acho que umas quatro, pelo menos as que me lembro, assim rapidamente. São pessoas que não me acrescentam nada e ao final ainda sinto que levam um pedaço do meu bom humor junto.

Tô sendo muito subjetivo, "né"? Porém não vale a pena discorrer em detalhes as mazelas internas que tais semelhantes me causam. Nem mencionar nomes, ou fatos, tão publicamente.
Talvez , sejam eles, pendências mal resolvidas de vidas passadas, ou traumas que, precisariam ser bem trabalhados pelo analista, que não tenho.

Alguns podem dizer que deveria ter uma conversa com elas sobre isso, mas não vejo como. Seria o mesmo que dizer a um marimbondo que seu vôo, em minha direção, simplesmente por ele ser o que é, me dá certo medo! Adiantaria?

Por enquanto vou continuar fazendo como faço, fujo dos encontros!

Beijos.