Frase da Semana

"A MINHA FELICIDADE DEPENDE DA QUALIDADE DOS MEUS PENSAMENTOS"





segunda-feira, 21 de julho de 2008

O DIA DO AMIGO FOI ONTEM


Há 28 minutos findou-se mais um domingo na minha vida e de todos aqueles que estão sob o mesmo fuso horário. Passei o dia com uma pequena enxaqueca, causada pelo excesso de comida temperada e com gorduras que comi durante estes últimos dias. Sei que em tempos de academias e dietas, estou sendo um errado por não cuidar melhor do meu estilo alimentar, mas que posso fazer: adoro comer! Adoro experimentar novos sabores e temperos, claro que há limites para minha curiosidade. Mas é um mal que todo leonino sofre, o amor pela comida.

Bom... mas a postagem não será sobre comida, enxaquecas ou domingos, mas sim sobre, a data que ele significou, pois foi o “dia do amigo”. Particularmente não gosto de simplesmente desejar felicidades aos amigos, prefiro ser autor ou co-participante da grande maioria dos momentos bons. Mas sabemos que isso é impossível, haverá uma gama de situações e momentos em que não poderei estar presente. Outra coisa: não gosto de me ater a um dia, que nem dia das mães, pais, etc. Acho que amigo é para todo os dias.

Ontem não consegui enviar mensagens ou telefonar, por isso resolvi postar aqui, uma que li, quando criança e pela qual me apaixonei perdidamente, talvez algumas de suas idéias estejam fora de moda, para a turma de hoje em dia, mas para os “da minha época”, acho que será sempre muito atual. Aos meus amigos, um grande abraço, esta é minha homenagem a vocês:

“Procura-se um amigo.
Não precisa ser homem, basta ser humano, ter sentimento, ter coração!
Precisa saber calar e falar. Mas sobretudo saber ouvir.
Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaros, de sol, de lua, do canto dos ventos, das canções da brisa.
Deve ter amor, um grande amor a alguém! Ou então, sentir falta de não ter esse grande amor!
Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo.
Deve guardar segredo sem se sacrificar!
Não é preciso que seja puro e nem de todo impuro, mas é preciso que não seja vulgar.
Deve ter um ideal e medo de perde-lo. No caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa.
Tem que ter ressonâncias humanas!
Seu principal objetivo deve ser o de ser amigo.
Deve sentir pena das pessoas tristes, e compreender o imenso vazio dos solitários.
Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.
Procura-se um amigo, para gostar dos mesmos gostos.
Que se comova quando chamado de amigo!
Que saiba conversar de coisas simples.
Procura-se um amigo para não enlouquecer, para contar o que se viu de triste e belo durante o dia.
Dos anseios, das realizações dos sonhos e da realidade.
Deve gostar de ruas desertas, de poças d’água e de caminhos molhados.
Procura-se um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque se tem um amigo.
Procura-se um amigo para se parar de chorar, para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas.
Que nos bata nos ombros, sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para se ter a consciência de que ainda se VIVE.”

domingo, 13 de julho de 2008

SURPREENDENDO-SE COM O PASSADO


Cheguei em casa, outro dia e sobre minha cama tinha uma pasta vermelha de papelão, daquelas com elástico, onde costumava guardar meus trabalhos escolares, e alguns escritos, pois todo adolescente ou escreve ou desenha.
Nela encontrei as duas coisas, provas antigas e alguns pensamentos e poemas que escrevi. Havia esquecido de que um dia escrevera poemas. Claro que tinha muita coisa ruim, hehehe, mas também encontrei algumas coisas que me fizeram sentar aqui e escrever essa postagem.


Por quê?


Ora porque eu mesmo me surpreendi com o que li, coisas escritas há quase 20 anos e que são ainda tão presentes e tão atuais, foi super incrível!
No meio de tantos encontrei esse que, se não tivesse minha assinatura e a data, não acreditaria ter sido feito por mim, e quero dividi-lo com meus três leitores, ai vai:

Deixe-me olha-la
Para decorar seus traços
Mirar centímetro por centímetro
O que desejo e não posso

Deixe-me segui-la
Aprender seus caminhos
Sentir passo a passo
A distância que nos separa

Deixe-me ler sua mente
Revirar seus sonhos
Perceber suspiro por suspiro
Que nenhum me pertence

Deixe-me tentar esquecer
Que seus traços
Seus passos
Seus sonhos
São de outro

Que não passo de um nome
Na relação de sua vida
Sem valor, sem direitos, sem amor

Deixe-me acordar e te ver sair
Sabendo que não ocuparás
O mesmo lugar em meu coração


Este foi escrito aos 17 anos, será que deveria ter seguido outro caminho que não o dos números? Acho que seria um excelente compositor de pagodes. Risos.

Beijos e abraços.

domingo, 6 de julho de 2008

SENHOR CONCEDEI-ME...


Serenidade para aceitar o que não pode ser mudado, Coragem para mudar o que pode ser mudado e Sabedoria para distinguir uma coisa da outra.
(Almirante Hart)


Nunca soube a autoria desta pequena oração, sempre achei que fosse algo do Chico Xavier, ou do Alan Kardek, uma vez que a primeira vez que a ouvi, foi em um papo sobre espiritismo. Navegando pela internet cheguei a esse autor, não posso garantir que tenha sido mesmo essa pessoa, afinal quantas crônicas e pensamentos escritos “teoricamente” por Carlos Drumond e pelo Veríssimo, e que nunca foram realmente nem pensados pelos próprios existem!?

Mas o meu intuito aqui não é divagar sobre a autoria dos pensamentos, principalmente desse que encabeça a postagem, e sim dizer que me sinto altamente tomado por seu signifcado.

Estou passando por um momento crítico e que pede de mim, uma coisa chamada “humildade” para reconhecer minhas capacidades. Não sei se poderei seguir em frente com um certo projeto que está consumindo muito do meu tempo e demais do meu pensamento.

Em uma música do Kid Abelha, a Paula Toller dizia que ela queria mais do que merecia. Acho que mereço bastante coisa, por tudo que sou e por tudo que faço. Mas tenho que reconhecer que existem coisas além da minha capacidade mental, temporal e física.

Bom... vou meditar a respeito, pois a decisão tem que ser urgente.

No caminho, enquanto procurava a autoria da pequena oração, deparei-me com outro pensamento: “Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível.” (São Francisco de Assis)

Ai, ai, ai, ...

domingo, 29 de junho de 2008

O DIA DA MARMOTA



Eu não tive o prazer(?) de ver uma marmota de verdade, mas sei que são tranqüilas e que dormem pra caramba, quase 7 meses! Parecem muito com esquilos, mas são maiores e mais gordinhas e não comem nozes e sim plantas. Aposto que quem ver um animalzinho desse, olha foto ai ao lado, claro que não vai se assustar, talvez queira levar até um como bichinho de estimação, não?

Ok, meus conhecimentos sobre as marmotas terminam aqui. Até porque não é sobre elas que quero divagar, apesar do título da postagem. Esse título se deve à tradução fiel do título de um filme, dos anos 90, que muito me agrada, e que aqui recebeu o nome de “O Feitiço do Tempo” (The Ground Hog Day).

Outro dia mesmo, “zapeando”, de repente dou de cara com o Bill Murray em mais uma cena do filme. Era umas 3h da madrugada, mas mesmo assim não resisti e mais uma vez assisti ao que chamo de “um dos meus clássicos”. Para quem não conhece, o filme conta a história de um repórter mau humorado e muito do chato, que é obrigado a cobrir a celebração do “Dia da Marmota” em uma cidadezinha, que ele acha um saco! E após uma noite de sono, depois do trabalho feito, sem explicação, acorda de novo no Dia da Marmota. Bom, a partir daí o roteiro se desenvolve de maneira muito interessante, claro que é um filme dos anos 90 e que não quis fazer ninguém mexer-se na poltrona ou criar rodas de discussão à respeito. Mas para mim é um primor de fabula.

O interessante que somente ele lembra que já viveu aquele dia, lógico somente ele estava vivendo-o outra vez, para todos os outros era um novo dia. Seu relacionamento com essa situação, que se repetiu por diversas vezes vale a pena ser acompanhado.

Toda e qualquer obra que fale sobre o tempo me fascina, ainda mas se puder manipulá-lo, intervir na história. Parece coisa de quem não está contente com sua realidade, mas não é isso. Simplesmente porque acho que sou uma criatura inquieta, e por conta disso, me agradaria poder ter a chance de mudar acontecimentos e ver no que iria dar. Sem contar em poder desfazer algumas “merdas” que fiz.

“De Volta Para O Futuro”, “A Máquina do Tempo”, “O Planeta dos Macacos”, “Em Algum Lugar do Passado”, “O Túnel do Tempo”, e mais um montão, que posso até listar depois, fazem parte dos “meus clássicos sobre o tempo”.

Lenine perguntou em sua música, o que você faria se só te restasse esse dia? Eu te pergunto, o que você faria se acordasse diversas vezes, sempre no mesmo dia?

sexta-feira, 27 de junho de 2008

CADA UM COM SUA KRIPTONITA


Sei que a inveja não é um sentimento muito legal de se reconhecer, existe até uma frase, muito divulgada em plásticos para carro e pixações que diz: “a inveja é uma m...” . Mas não poderia começar o meu assunto, sem reconhecer esse sentimento vil que agora se manifesta sobre meu ser.

Minha inveja é daquelas pessoas que são capazes de superar e se recuperar de acontecimentos perturbadores tão rapidamente, que até nos faz pensar, se realmente aquilo foi perturbador. Insensibilidade? Frieza? Sangue-frio? Corpo-fechado? Superpoderes? Bem, seja o que for, neste momento eu os invejo!

Já disse, em alguma postagem anterior, que acredito, sermos nada mais, nada menos do que misturas químicas, e como tais, reagimos com esse ou aquele elemento. Me pergunto o que faz com que, de repente, quando pensávamos ser super poderosos, donos do nosso nariz e controladores do nosso destino, sucumbir a pequenas coisas? Pequenas que digo, são na simplicidade do acontecimento. E essas, pequenas coisas conseguem derrubar toda aquela fortaleza que achávamos ser.

Como o nosso amigo Super-Homem, também temos nossas kriptonitas! Não existe uma regra, mas existem kriptonitas comuns. Quem não sucumbe a um fato triste na família ou com amigos, a uma morte, a um término de relacionamento, a uma falência financeira, a descoberta de uma doença grave ou a um simples adeus?

Alguns são mais resistentes, mais controlados, ou simplesmente mais fortes mesmo. Outros, como é o meu caso, levam tempo para se recompor de algumas coisas. Descobri minha kriptonita, mas é claro que não vou revelá-la! E estou, como o nosso herói dos quadrinhos, completamente prostrado, me arrastando para escapar do problema, mas como distanciar-se de algo que está dentro de si e que vai minando suas forças? Só mesmo buscando forças em outro ponto interno, mas entre essa busca e o encontro, podem passar dias, semanas, ou seja, o tempo necessário de cada um. E até lá, a sobrevivência, como dizia Clarisse Linspector , é quase que insuportável.

A propósito, estou aceitando doações para a aquisição de um pacote de uma semana no Club Med ou em qualquer resort cinco estrelas.

Beijos e abraços.

sábado, 21 de junho de 2008

CARTAS DE AMOR 2


Em consideração aos meus três leitores, tenho que pedir desculpas, afinal na postagem anterior (CARTAS DE AMOR), não divaguei em nada, só divulguei acontecimentos de minha vida. Mas justifico aqui que tive medo de continuar e criar um texto muito longo, que poderia cansar um pouco.

Agora que foi dada uma pausa, resolvi divagar um pouco sobre o assunto.
No filme “Sex And The City” a personagem principal encontra-se, em dado momento, com um livro que seria uma compilação das cartas de amor escritas por grandes personagens históricos, como Napoleão, Bethoven, etc. Eu mesmo recebi de presente, certa feita, a edição de Cartas de Amor de Kahlil Gibran, o profeta, à sua amada. Claro que cada um tem seu estilo, uns são mais leves, outros mais profundos, uns mais eruditos, outros coloquiais, uns floream, outros são extremamente diretos. Mas no fundo todas dizem as mesmas coisas:a importância do outro, o quanto nossa vida mudou ou foi afetada positivamente com sua presença, e claro a falta que esse amor poderá nos fazer.

Já confessei que escrevi várias cartas de amor e que também as recebi. Deixarei claro aqui que, não vou me prender ao tipo físico da mesma, em papel de carta, feita à mão e em envelope, porque uma carta de amor, na verdade pode estar em um simples cartão de comemoração de alguma data festiva, ou num e-mail, mas certamente, tem que ter uma consistência, afinal um mero post-it escrito "eu te amo" não pode ser considerado, por mais amor que ele esteja querendo expressar, em uma verdadeira carta de amor.

Nos tempos atuais, não sei exatamente como anda a dinâmica das cartas. Quando se é jovem, os sonhos ainda são o combustível para tudo. A medida que se vai envelhecendo, vivendo, convivendo e aprendendo, os sonhos vão se tornando verdades e exemplos, e isso muda muita coisa. Digo isso, porque não sei se serei capaz de escrever outra vez uma carta, como a que escrevi para a Ana Cristina, aos 11 anos. Dedicando a ela todo o meu amor e minha devoção e acreditando que seríamos felizes para sempre, afinal ela mesmo me abandonou logo depois.

E você, já escreveu sua carta de amor hoje?

quarta-feira, 18 de junho de 2008

CARTAS DE AMOR


Recebi recentemente uma carta de amor. Isso mesmo! Não foi um e-mail, não foi um cartão do dia dos namorados, mas uma carta escrita a mão. Em folha de caderno e com envelope e tudo!

Existe um lado muito lisonjeiro deste gesto, o de receber a carta, porque imagino, no mundo de hoje, informatizado e com uma carência enorme de gestos de gentileza, alguém se predispôe a, de maneira, tosca e arcaica como diriam todos os adolescentes, redigir em duas folhas uma carta.

Lembro-me da primeira carta de amor que escrevi, tinha 11 anos, minha amada chamava-se Ana Cristina, haviamos nos beijado recentemente, meu primeiro beijo apaixonado. Não lembro o teor, mas acredito tenha sido algo contundente, pois dias depois fui chamado à casa da mesma e na presença do pai, tive que me apresentar e provar que era um garoto de respeito. Foi um namoro longo, lembro que sempre, que possível, estava eu lá, com minha Calói, na porta da escola, para pegá-la e levá-la "sã e salva" para casa.

Porém um dia, sou chamado à mesma casa, e informado de que a família iria mudar-se para Portugal em breve. E logo, não sei exatamente quanto tempo, voltei a condição de "oficialmente abandonado". Lembro-me de ter escrito uma carta de despedida, incluindo nela esta foto que ilustra a postagem, e que tem até hoje a dedicatória escrita no verso, porém não consegui entregar. Foi minha segunda carta de amor, e a primeira de muita tristeza.

Muitas outras cartas de amor foram recebidas e enviadas em minha vida, sempre me apaixonei facilmente e sempre gostei de deixar claro no papel, as minhas intenções. Mesmo que por diversas vezes tenha me dado mal! Outro dia, encontrei dentro de um caderno do ginásio (atual ensino médio) o rascunho de uma que escrevi. Era muito bonita, mas parecia mais um pedido de desculpa pelo sentimento do que a declaração do mesmo. Não me lembro se a entreguei. Nem se tive resposta.



Faz tempo não redijo nenhuma, apenas escrevi uma em resposta a essa que recebi recentemente, porém, apesar de ter sido com muito carinho, não foi mais uma carta de amor e sim um agradecimento pelo sentimento despertado, porém não recíproco.

E a Ana Cristina? Depois que ela foi para Portugal eu nunca mais soube do seu paradeiro, até porque o banco do carona da minha Calói, não ficou muito tempo vazio.