Frase da Semana

"A MINHA FELICIDADE DEPENDE DA QUALIDADE DOS MEUS PENSAMENTOS"





sexta-feira, 15 de agosto de 2008

SOMENTE UMA VEZ (JUST ONCE)



Claro que existem trilhas sonoras para nossa vida!
Músicas que marcaram momentos! Já até postei aqui uma lista de 10 que gosto muito. Nessas últimas semanas, ressurgiu em minha vida, uma música que me persegue há anos, na verdade, desde minha adolescência.

Quem é da minha época, deve lembrar-se que nossas tardes eram regadas por diversos filmes americanos despejados na, maravilhosa “Sessão da Tarde”. Creio que até hoje ela exista, mas não sei se tem o mesmo poder que tinha na minha época. Muitos dos filmes ali exibidos, estarão em minha memória, até que uma amnésia ou um Alzheimer venham apagá-los. Histórias, personagens, atores e principalmente músicas permeiam esse meu mundo de memória dos anos 80.

Existe particularmente um filme, “O Último Americano Virgem” cuja música tema “Just Once” do maestro e arranjador “Quincy Jones” . Para mim uma das trilhas de “dor de cotovelo” mais marcante. A letra, indiscutivelmente, tem me servido de carapuça!

O filme fala de desencontros adolescentes e tentativas infrutíferas de conquistas. Quando achamos que o “mocinho” vai ficar com a “mocinha”, temos a surpreendente reviravolta, na qual ela fica com o “bandido”. Deixando o “mocinho” a chupar dedo. Deve ter sido a primeira vez que usei o termo “vaca” com tanta ênfase em minha vida.

Recentemente vivi uma situação que me remeteu ao filme, e claro, à música, por isso a estou mencionando nesta postagem. Não fui trocado pelo bandido não? Mas como diz a música: “I did my best, but I guess my best wasn’t good enough” (traduzindo literalmente: Fiz o meu melhor, mas creio que o meu melhor, não foi bom o suficiente).

E particularmente, isso é muito frustrante! Não há culpados, nem “vacas” ou qualquer outro animal que possa ser mencionado. O que há é a simples constatação que nem sempre ganhamos, e nem sempre somos o objeto de desejo de alguém, mesmo que esse alguém seja o nosso objeto de desejo. E mesmo que nos desdobremos em agrados e situações embaraçosas, quando não rola, não rola! Compreensível, mas que dá uma dorzinha dá! Risos!

Olhando pelo lado positivo da situação: os bons momentos, mesmo que não tenham sido tantos, quantos eu gostaria, valeram o esforço.

Ai vai a letra completa:

I did my best But I guess my best wasn't good enough
`Cause here we are back where we were before.
Seems nothing ever changes-- We're back to being strangers
Wondering if we ought to stay or head on out the door.
Just once, can we figure out What we keep doing wrong,
Why we never last for very long,
What are we doing wrong?
Just once, can't we find a way to finally make it right,
To make the magic last for more than just one night.
If we could just get to it,
I know we could break through it.
I gave my all
But I think my all may have been too much
Cause Lord knows, we're not getting anywhere.
Seems we're always blowing
Whatever we've got going'
And it seems at times with all we've got
We haven't got a prayer.Just once, can we figure out
What we keep doing wrong, Why the good times never last for long,
Where are we going wrong?
Just once, can't we find a way to finally make it right,
To make the magic last for more than just one night.
I know we could break through it.
If we could just get to it, just once
I want to understand
Why it always comes back to goodbye.
Why can't we get ourselves in hand
And admit to one another
We're no good without each other?
Take the best and make it better,
Find a way to stay together.

ANIVERSÁRIOS EM TEMPOS DE ORKUT




Neste último domingo, dia dos pais, coincidiu ser também o meu aniversário. Não sou pai e o meu já é falecido, o que me deixa numa categoria desprivilegiada neste dia, órfão e aniversariante. Não dá para competir com todos os pais dos amigos e com os filhos dos mesmos. Nem quero.

Passou pela minha cabeça marcar com amigos uma pizza à noite, porém alguns estariam fora, pois tinham ido almoçar com os pais, e mesmo os que almoçaram aqui na cidade já estavam cansados das filas dos restaurantes e estavam “cheios” , pois haviam se alimentado muito bem. Então por bem resolvi não torturá-los com mais um programa!

Foi um domingo chuvoso e rolava um friozinho, daqueles que dão vontade de ficar sob o edredon assistindo a um filminho, lendo um livro na cama e atendendo aos telefonemas de amigos que lembraram de ligar, entre uma fatia de picanha e outra. E foi o que fiz. Meu auto-presente foi ficar de pijama até a hora que pude, pois tive que almoçar com minha família composta de irmãs, mãe, sobrinhos e cunhados (que são pais).

Mais tarde, bem mais tarde, resolvi ligar o computador para verificar os emails, foi então que me deparei com o orkut e de uma ferramenta muito útil dele, a que indica os aniversariantes do mês, da semana, do dia. Eu mesmo já agradeci ao Mr. Orkut, por ter inventado essa rede de relacionamentos que permitiu entrar em contato com diversos conhecidos e amigos que há muito não me comunicava. E me ajuda muito a lembrar dos aniversários daqueles que não tenho um contato tão assíduo. Neste momento, verifiquei que havia recebido nada mais nada menos do que 288 scraps, não são tantos se levarmos em consideração os 760 “amigos” que tenho, porém é um número bem expressivo quando se tem que responder a cada um deles.

Existe também no orkut uma ferramenta que permite mandar mensagem multi-endereçada, porém gosto de responder individualmente, pois dá para fazer algum comentário específico ao amigo. Imagina, aquele cara que você não vê faz séculos, manda um scrap te desejando felicidades e contando que está indo morar no Japão. Não dá para simplesmente dizer obrigado pelos votos, mas também felicitá-lo pela nova aventura.

Não sei se isso me torna uma pessoa complicada, uma vez que um conhecido me disse que jamais perderia todo esse tempo da vida dele, ele me disse que, fazendo uma conta média, se eu gastasse 30 segundos com cada scrap resposta, tempo esse que pode sempre ultrapassar, mas nunca diminuir, eu levaria aproximadamente 3 horas para responder a todos. Penso que vale a pena!

Tenho em mente, que com algumas pessoas só me comunico através de emails , Messenger, skype e o próprio orkut, então tenho que aproveitar ao máximo essa forma “muderna” de manter nossa amizade, principalmente quando foram tão gentis enviando scraps.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

O GRANDE JOGO




Viver é nada mais do que participar de um enorme jogo!
Com regras, limites, ganhadores, perdedores e até empates. Não ouso dizer que a comparação deverá ser feita com um único jogo. Seria um simples jogo de varetas, onde retirar as peças requer cuidado para não mexer na outra? Ou um jogo de damas, mais complicado que o de varetas, porém também de fácil compreensão, onde as peças “andam” somente de uma maneira e umas “comem” as outras? Para mim, a melhor comparação seria com um imenso jogo de xadrez, onde cada tipo de peça tem um “movimento” particular, onde cada jogada deve ser meticulosamente pensada, afinal o que estamos protegendo é o nosso reinado, seja ele branco, seja ele preto. Xadrez exige paciência, observação. Exige percepção das oportunidades.

A partir do momento que acordamos inicia-se a nossa partida diária, que com certeza não sabemos do resultado final, nem daquele mesmo dia, nem dos próximos. Quantas vezes acordo achando que o dia será fácil, e de repente há uma reviravolta! Me vejo em algumas situações que jamais passaram por minha cabeça. Nesse jogo, o nosso oponente (?) é altamente “sinistro” pois é envolto em grande mistério. Alguns chamam de destino, outros de fatalidade, tem até os que chamam de Karma. Mas seja quem ele for, nunca sabemos qual será seu próximo passo.

E claro, jogamos um "melhor de vários", porque cada dia é uma partida diferente, cada assunto é uma outra batalha, dentro daquele mesmo dia, que pode ter sua definição imediata, como pode ter continuidade indefinida. E no final de tudo, ou seja, ao apagar das luzes de nossa vida, nossa vitória, derrota ou empate dependerá do que? Do quão felizes fomos? Do quão satisfeitos estivemos? Ou simplesmente quantas partidas ganhamos?

Mas daí surge uma outra divagação: o que é ganhar?
Porque às vezes, mesmo achando que estamos perdendo, estamos ganhando, só que será uma vitória que não identificaremos naquele instante. Nem sempre deixar de levar o prêmio significa ter perdido. Por outro lado, nem sempre levar o prêmio é uma vitória!

terça-feira, 29 de julho de 2008

GENTILEZA GERA GENTILEZA


Uma das principais leis de Newton, na física, diz que a cada ação há uma reação de mesma intensidade, mas sentido contrário. Esta é a chamada terceira lei da dinâmica. Não é difícil entendê-la, basta darmos um soco em um pedaço de madeira, de acordo com a intensidade do nosso movimento iremos, deformar a madeira, mas sentiremos muita ou pouca dor após o ato. Isto é a madeira “reagindo”.

Na vida, acontece algo bem parecido pois ela é uma constante troca, nem sempre justa certamente, mas na maioria das vezes, como dizia o poeta, “gentileza gera gentileza”.

Quando criança aprendi que, se queremos algo da vida, devemos agir da mesma forma. Ou seja, quer simpatia? Seja simpático. Quer honestidade? Seja honesto. E assim por diante. Claro que com a vivência, percebemos que nem sempre funciona, pois quantas vezes somos simpáticos e acabamos levando um fora? Ou fomos gentis e acabamos com uma “patada”? Ou somos honestos e acabamos sendo enganados? Mas na contabilidade geral, essas são as exceções e não a regra, não acham?

Lido com pessoas, aliás sempre foram elas o meu objeto de trabalho. Desde os primórdios no banco, passando pela Varig, Embratel e agora dando aulas. Mas não são só os clientes, passageiros, usuários ou alunos que merecem meu cuidado, os amigos principalmente também. Dizemos que amigo é aquele que aceita nossas atitudes, independente das mesmas. Mentira! Se fizermos uma grande M com um amigo, com certeza esse relacionamento estará abalado, e dependendo da situação pode ser um abalo para o sempre. Por isso devemos ter cuidado e sensibilidade com eles.

Quando estamos no ambiente profissional, esta relação de troca é mais característica ainda, e mais sensível do que em outros ambientes. Isso porque estão presentes um ou nenhum amigo, e diversos colegas de trabalho, que são pessoas, que não escolhemos para conviver, o destino é que nos colocou no mesmo prédio, sala, etc.

Uns podem dizer: mas família também não é escolha! No entanto nos sentimos obrigados, por diversos motivos, a aceitá-los e compreendê-los, por mais esquisitos que sejam. O que não acontece com nossos parceiros de trabalho. Quando uma pessoa é chata, ou pisa na bola, não nos sentimos obrigados a aceitá-la e amá-la incondicionalmente. Somos sim, obrigados a engoli-la, principalmente se essa pessoa for nosso chefe!

Neste mundo capitalista muitos passam mais tempo com seus colegas de trabalho do que com seus filhos, mulheres, maridos e esposas. Por isso é que precisamos manter uma “qualidade de vida funcional”, para que nos sintamos bem em trabalhar ali e tranqüilos em lidar com tais colegas. Pois quando um deles é rude, a estrutura que nos liga a ele é abalada facilmente, afinal processamos negativamente a atitude e às vezes não temos nem tempo e nem tanto interesse (afinal ele é só um “cara” que trabalha conosco, pensamos) em esclarecer ou procurar “aparar as arestas”. E assim, dentro desse ambiente vai se criando uma atmosfera ruim, a qual não nos agrada e por isso aflige até nosso desempenho profissional, e isso não é bom!

Devemos então procurar ser o mais honestos, tranqüilos e gentis, dessa forma, sairemos ganhando muito mais tanto no campo pessoal quanto no profissional, .

segunda-feira, 21 de julho de 2008

O DIA DO AMIGO FOI ONTEM


Há 28 minutos findou-se mais um domingo na minha vida e de todos aqueles que estão sob o mesmo fuso horário. Passei o dia com uma pequena enxaqueca, causada pelo excesso de comida temperada e com gorduras que comi durante estes últimos dias. Sei que em tempos de academias e dietas, estou sendo um errado por não cuidar melhor do meu estilo alimentar, mas que posso fazer: adoro comer! Adoro experimentar novos sabores e temperos, claro que há limites para minha curiosidade. Mas é um mal que todo leonino sofre, o amor pela comida.

Bom... mas a postagem não será sobre comida, enxaquecas ou domingos, mas sim sobre, a data que ele significou, pois foi o “dia do amigo”. Particularmente não gosto de simplesmente desejar felicidades aos amigos, prefiro ser autor ou co-participante da grande maioria dos momentos bons. Mas sabemos que isso é impossível, haverá uma gama de situações e momentos em que não poderei estar presente. Outra coisa: não gosto de me ater a um dia, que nem dia das mães, pais, etc. Acho que amigo é para todo os dias.

Ontem não consegui enviar mensagens ou telefonar, por isso resolvi postar aqui, uma que li, quando criança e pela qual me apaixonei perdidamente, talvez algumas de suas idéias estejam fora de moda, para a turma de hoje em dia, mas para os “da minha época”, acho que será sempre muito atual. Aos meus amigos, um grande abraço, esta é minha homenagem a vocês:

“Procura-se um amigo.
Não precisa ser homem, basta ser humano, ter sentimento, ter coração!
Precisa saber calar e falar. Mas sobretudo saber ouvir.
Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaros, de sol, de lua, do canto dos ventos, das canções da brisa.
Deve ter amor, um grande amor a alguém! Ou então, sentir falta de não ter esse grande amor!
Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo.
Deve guardar segredo sem se sacrificar!
Não é preciso que seja puro e nem de todo impuro, mas é preciso que não seja vulgar.
Deve ter um ideal e medo de perde-lo. No caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa.
Tem que ter ressonâncias humanas!
Seu principal objetivo deve ser o de ser amigo.
Deve sentir pena das pessoas tristes, e compreender o imenso vazio dos solitários.
Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.
Procura-se um amigo, para gostar dos mesmos gostos.
Que se comova quando chamado de amigo!
Que saiba conversar de coisas simples.
Procura-se um amigo para não enlouquecer, para contar o que se viu de triste e belo durante o dia.
Dos anseios, das realizações dos sonhos e da realidade.
Deve gostar de ruas desertas, de poças d’água e de caminhos molhados.
Procura-se um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque se tem um amigo.
Procura-se um amigo para se parar de chorar, para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas.
Que nos bata nos ombros, sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para se ter a consciência de que ainda se VIVE.”

domingo, 13 de julho de 2008

SURPREENDENDO-SE COM O PASSADO


Cheguei em casa, outro dia e sobre minha cama tinha uma pasta vermelha de papelão, daquelas com elástico, onde costumava guardar meus trabalhos escolares, e alguns escritos, pois todo adolescente ou escreve ou desenha.
Nela encontrei as duas coisas, provas antigas e alguns pensamentos e poemas que escrevi. Havia esquecido de que um dia escrevera poemas. Claro que tinha muita coisa ruim, hehehe, mas também encontrei algumas coisas que me fizeram sentar aqui e escrever essa postagem.


Por quê?


Ora porque eu mesmo me surpreendi com o que li, coisas escritas há quase 20 anos e que são ainda tão presentes e tão atuais, foi super incrível!
No meio de tantos encontrei esse que, se não tivesse minha assinatura e a data, não acreditaria ter sido feito por mim, e quero dividi-lo com meus três leitores, ai vai:

Deixe-me olha-la
Para decorar seus traços
Mirar centímetro por centímetro
O que desejo e não posso

Deixe-me segui-la
Aprender seus caminhos
Sentir passo a passo
A distância que nos separa

Deixe-me ler sua mente
Revirar seus sonhos
Perceber suspiro por suspiro
Que nenhum me pertence

Deixe-me tentar esquecer
Que seus traços
Seus passos
Seus sonhos
São de outro

Que não passo de um nome
Na relação de sua vida
Sem valor, sem direitos, sem amor

Deixe-me acordar e te ver sair
Sabendo que não ocuparás
O mesmo lugar em meu coração


Este foi escrito aos 17 anos, será que deveria ter seguido outro caminho que não o dos números? Acho que seria um excelente compositor de pagodes. Risos.

Beijos e abraços.

domingo, 6 de julho de 2008

SENHOR CONCEDEI-ME...


Serenidade para aceitar o que não pode ser mudado, Coragem para mudar o que pode ser mudado e Sabedoria para distinguir uma coisa da outra.
(Almirante Hart)


Nunca soube a autoria desta pequena oração, sempre achei que fosse algo do Chico Xavier, ou do Alan Kardek, uma vez que a primeira vez que a ouvi, foi em um papo sobre espiritismo. Navegando pela internet cheguei a esse autor, não posso garantir que tenha sido mesmo essa pessoa, afinal quantas crônicas e pensamentos escritos “teoricamente” por Carlos Drumond e pelo Veríssimo, e que nunca foram realmente nem pensados pelos próprios existem!?

Mas o meu intuito aqui não é divagar sobre a autoria dos pensamentos, principalmente desse que encabeça a postagem, e sim dizer que me sinto altamente tomado por seu signifcado.

Estou passando por um momento crítico e que pede de mim, uma coisa chamada “humildade” para reconhecer minhas capacidades. Não sei se poderei seguir em frente com um certo projeto que está consumindo muito do meu tempo e demais do meu pensamento.

Em uma música do Kid Abelha, a Paula Toller dizia que ela queria mais do que merecia. Acho que mereço bastante coisa, por tudo que sou e por tudo que faço. Mas tenho que reconhecer que existem coisas além da minha capacidade mental, temporal e física.

Bom... vou meditar a respeito, pois a decisão tem que ser urgente.

No caminho, enquanto procurava a autoria da pequena oração, deparei-me com outro pensamento: “Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível.” (São Francisco de Assis)

Ai, ai, ai, ...