Frase da Semana

"A MINHA FELICIDADE DEPENDE DA QUALIDADE DOS MEUS PENSAMENTOS"





segunda-feira, 22 de setembro de 2008

ACABANDO COM NOSSO "GRAMUR"!




Quem de nós, em algum momento da vida, não usou um dito popular para ilustrar melhor nossa conversa, ou acentuar uma idéia que queríamos passar? Esses ditos, são em muitas vezes, passados de geração para geração. Nossa avó fazia uso do mesmo, nossa mãe muito o repetiu e nós, mantendo a linhagem social, e o “status” da família, os declamamos de maneira altiva e convicta de que estamos abafando.

Até que um dia, em uma roda de amigos, ao proferir uma dessas pérolas populares, um dos presentes, é um professor de língua portuguesa, que tranqüilamente nos chama a um cantinho e cruelmente declara que minha avó estava errada!

Por diversas vezes, após chegar a um lugar de difícil acesso ou longínquo mesmo, como por exemplo, a tumba onde estão “teoricamente” os restos de José, pai de Jesus Criso, em Roma. Pronunciei: “A-há! Quem tem boca vai à Roma.” Sem saber que proferi algo que não existe!

Não só desta vez, como em tantas outras, eu e acredito que todos vocês, meus três leitores, já pronunciaram alguns dos dizeres que agora, com a ajuda do carrasco professor de língua portuguesa, que condenou minha “vózinha”, vou mostrar estavam errados.

No popular se diz: 'Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho carpinteiro'
Correto: 'Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho no corpo inteiro'

E esse: ‘Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão.'
Enquanto o correto é: ' Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão.'
E eu passei minha infância declamando um poema sobre as batatinhas, que já começava errado!

Esse era o preferido de uma tia:'Cor de burro quando foge.'
Vou nem dizer para ela que o correto é: 'Corro de burro quando foge!'

O que deve ter promovido a minha primeira gafe internacional: 'Quem tem boca vai a Roma.'
Veja o correto: 'Quem tem boca vaia Roma.' (isso mesmo, do verbo vaiar).

Esse eu sempre achei nojentinho: 'Cuspido e escarrado' - quando alguém quer dizer que é muito parecido com outra pessoa..
Fico até contente em saber que o correto é: 'Esculpido em Carrara.' (Carrara, o mármore)

E pra terminar:'Quem não tem cão, caça com gato.'
O correto é: 'Quem não tem cão, caça como gato... ou seja, sozinho!'

Pronto! Desculpe se magoei as avós de vocês também, mas era preciso, não ia deixar a minha “pagar o pato” sozinha (ih será que é isso mesmo? Pagar o pato?). Mas cá entre nós, apesar de toda essa nova cultura adquirida, vou continuar com “quem tem boca vai à Roma”, que acho mais útil e tem sentido maior para mim do que o verdadeiro, afinal quem quer vaiar Roma? Lá é tudo de bom!

E tenho dito!

domingo, 21 de setembro de 2008

NÃO SEJA O INSETO, SEJA A LUZ!


Atrair ou ser o atraído, eis a questão!




Não é fácil estar maravilhosamente bem 24 horas por dia, 7 dias na semana e 365 dias no ano. Mas é fundamental que lutemos com todas as nossas forças para emanar uma energia positiva, pois só assim criaremos uma "aura" clara capaz de atrair tudo aquilo que é bom na vida!




Ser um farol que direciona na imensidão e escuridão destes mares é um privilégio, do qual só nos tornaremos merecedores se estivermos bem conosco mesmos.




Questão resolvida, vamos cuidar da nossa auto-estima para poder iluminar a vida dos outros!


terça-feira, 16 de setembro de 2008

CONSIDERAÇÕES DE UM PÓS DEPRESSIVO




Auto estima, desilusão, problemas de ordem física e/ou financeira, deixar-se focar em um único ponto (negativo), sem perceber que a vida tem vários outros, tudo isso e mais algumas outras coisas podem ser causadores da depressão. Nunca a levei muito a sério, não acreditava no seu poder como doença, sempre, no meu otimismo exagerado e excesso de afazeres chamava-a de um “mal de fácil resolução”, bastava que o paciente procurasse algo diferente por fazer.

Pois bem, dou minha mão à palmatória! Reconheço o grande erro que cometi. Infelizmente para poder assumir isto tive que sentir na pele ou na consciência o que é estar com ela.

Não me lembro exatamente quando tudo começou, talvez com o surgimento de situações e problemas que acreditava poder resolver, ou simplesmente ignorar, pois não era hora e nem o momento para levá-los devidamente a sério, bastava seguir adiante que o tempo se iculbiria em fazê-los sumir. Mas o tempo, não só deixou de fazer isso, como a eles, juntou outros, de cunho diferente, mas que seriam problemas também. Creio que, de repente me vi envolto em tantas situações complicadas e que exigiam soluções ou atenção que minha mente sobrecarregada não conseguiu dar conta e acabei sucumbindo.

Tombei como os grandes guerreiros tombam, relutando, mas lentamente pondo-se de joelhos ao inevitável. Senti pouco a pouco minhas forças esvaírem-se e minha consciência não conseguia vencer meus inimigos interiores.

Logo de cara, quis me esconder de tudo e de todos, não queria falar ou ver ninguém, mas como também não queria me dar totalmente por vencido e não queria estampar meu tormento, tentei da melhor forma, continuar interagindo com família, amigos, colegas de trabalho, alunos, etc. Sei que não fui muito sensível neste momento, talvez tenha cometido alguns deslizes e sendo ríspido ou rude com alguns. Tudo me incomodava e, a cada cobrança, me sentia como um animal acuado e com minhas garras prontas para uma defesa.

Em momentos de pior agonia e insustentabilidade emocional corria para minha cama, meu quarto, meu escuro, meu refúgio, e só me levantava quando sentia que não seria uma ameaça, aos que me rodeavam, afinal, eles não mereciam meu mau humor, nada tinha haver com eles.

Vivi momentos em que não tive ânimo para levantar, nestes, meu desespero aumentava, pois sentia correr em minhas veias algo mais do que simplesmente sangue, sentia um pesar forte, que fazia pressão no meu coração e que fazia doer a cabeça. Não tomei remédios, preferi ficar nos chás e nos sucos, principalmente o de maracujá, pois acreditava no efeito calmante do mesmo. E funcionava!

Como um náufrago desesperado e se debatendo, procurei a primeira coisa que pudesse evitar que afogasse, e nesta ânsia agarrei-me a um “pedaço de isopor”. Longe dos amigos, que por motivos diversos, não estavam por perto para me socorrer, alimentei-me com a falsa esperança dada pelo artefato que encontrei. Convergi as expectativas para um ponto errado, enquanto me debatia apoiado àquele frágil e minúsculo pedaço de isopor que, como era de se esperar, não resistiu à tamanha luta e despedaçou-se, transformando-me em um náufrago por completo.

Já certo do meu afogamento e começando a afundar, me dei conta de que ao relaxar sem me debater e sem forças, comecei a boiar. E hoje estou assim, boiando, sob um mar menos agitado, mas ainda tomando fôlego para poder nadar até uma praia segura.

O saldo até agora foi o ganho de uma gastrite, perda de cabelo, problemas com o fígado, uma internação rapidinha para tomar um soro e fazer uns exames e talvez uma ferida na alma, que se não bem tratada pode um dia voltar a sangrar, torço somente para estar atento e poder evitar que tudo se repita, porque agora eu sei o perigo real de uma depressão, tomarei a minha como rasa, e não quero encarar nunca uma profunda.

Beijos e abraços!

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

SÓ SEI QUE NADA SEI!








Esta frase, título da minha postagem de retorno, sim pois andei um tempo fora de circulação, é de autoria do fisósofo grego Sócrates. 

Acredito que da mesma forma que eu, Sócrates deve tê-la pronunciado  num momento em que, mesmo diante de todas as evidências, probalidades e lógicas, algo completamente inesperado aconteceu. 

O mesmo deve ter sido dito pela pessoa que assistiu ao milagre da ressuscitação de Lázaro (?) por JC. 

Não, não vi nenhum milagre deste tipo, mas vi e vivi, alguns momentos que minha vã filosofia e minhas horas de aulas de lógica, se surpreenderam.

Com isso só posso atestar para todos os meus três leitores que, realmente, nada sabemos da vida, não dá para ter certeza de nada, por isso devemos estar sempre prontos para o inesperado, seja ele um bom ou mau acontecimento.

O negócio é viver! Pura e simplesmente.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

SOMENTE UMA VEZ (JUST ONCE)



Claro que existem trilhas sonoras para nossa vida!
Músicas que marcaram momentos! Já até postei aqui uma lista de 10 que gosto muito. Nessas últimas semanas, ressurgiu em minha vida, uma música que me persegue há anos, na verdade, desde minha adolescência.

Quem é da minha época, deve lembrar-se que nossas tardes eram regadas por diversos filmes americanos despejados na, maravilhosa “Sessão da Tarde”. Creio que até hoje ela exista, mas não sei se tem o mesmo poder que tinha na minha época. Muitos dos filmes ali exibidos, estarão em minha memória, até que uma amnésia ou um Alzheimer venham apagá-los. Histórias, personagens, atores e principalmente músicas permeiam esse meu mundo de memória dos anos 80.

Existe particularmente um filme, “O Último Americano Virgem” cuja música tema “Just Once” do maestro e arranjador “Quincy Jones” . Para mim uma das trilhas de “dor de cotovelo” mais marcante. A letra, indiscutivelmente, tem me servido de carapuça!

O filme fala de desencontros adolescentes e tentativas infrutíferas de conquistas. Quando achamos que o “mocinho” vai ficar com a “mocinha”, temos a surpreendente reviravolta, na qual ela fica com o “bandido”. Deixando o “mocinho” a chupar dedo. Deve ter sido a primeira vez que usei o termo “vaca” com tanta ênfase em minha vida.

Recentemente vivi uma situação que me remeteu ao filme, e claro, à música, por isso a estou mencionando nesta postagem. Não fui trocado pelo bandido não? Mas como diz a música: “I did my best, but I guess my best wasn’t good enough” (traduzindo literalmente: Fiz o meu melhor, mas creio que o meu melhor, não foi bom o suficiente).

E particularmente, isso é muito frustrante! Não há culpados, nem “vacas” ou qualquer outro animal que possa ser mencionado. O que há é a simples constatação que nem sempre ganhamos, e nem sempre somos o objeto de desejo de alguém, mesmo que esse alguém seja o nosso objeto de desejo. E mesmo que nos desdobremos em agrados e situações embaraçosas, quando não rola, não rola! Compreensível, mas que dá uma dorzinha dá! Risos!

Olhando pelo lado positivo da situação: os bons momentos, mesmo que não tenham sido tantos, quantos eu gostaria, valeram o esforço.

Ai vai a letra completa:

I did my best But I guess my best wasn't good enough
`Cause here we are back where we were before.
Seems nothing ever changes-- We're back to being strangers
Wondering if we ought to stay or head on out the door.
Just once, can we figure out What we keep doing wrong,
Why we never last for very long,
What are we doing wrong?
Just once, can't we find a way to finally make it right,
To make the magic last for more than just one night.
If we could just get to it,
I know we could break through it.
I gave my all
But I think my all may have been too much
Cause Lord knows, we're not getting anywhere.
Seems we're always blowing
Whatever we've got going'
And it seems at times with all we've got
We haven't got a prayer.Just once, can we figure out
What we keep doing wrong, Why the good times never last for long,
Where are we going wrong?
Just once, can't we find a way to finally make it right,
To make the magic last for more than just one night.
I know we could break through it.
If we could just get to it, just once
I want to understand
Why it always comes back to goodbye.
Why can't we get ourselves in hand
And admit to one another
We're no good without each other?
Take the best and make it better,
Find a way to stay together.

ANIVERSÁRIOS EM TEMPOS DE ORKUT




Neste último domingo, dia dos pais, coincidiu ser também o meu aniversário. Não sou pai e o meu já é falecido, o que me deixa numa categoria desprivilegiada neste dia, órfão e aniversariante. Não dá para competir com todos os pais dos amigos e com os filhos dos mesmos. Nem quero.

Passou pela minha cabeça marcar com amigos uma pizza à noite, porém alguns estariam fora, pois tinham ido almoçar com os pais, e mesmo os que almoçaram aqui na cidade já estavam cansados das filas dos restaurantes e estavam “cheios” , pois haviam se alimentado muito bem. Então por bem resolvi não torturá-los com mais um programa!

Foi um domingo chuvoso e rolava um friozinho, daqueles que dão vontade de ficar sob o edredon assistindo a um filminho, lendo um livro na cama e atendendo aos telefonemas de amigos que lembraram de ligar, entre uma fatia de picanha e outra. E foi o que fiz. Meu auto-presente foi ficar de pijama até a hora que pude, pois tive que almoçar com minha família composta de irmãs, mãe, sobrinhos e cunhados (que são pais).

Mais tarde, bem mais tarde, resolvi ligar o computador para verificar os emails, foi então que me deparei com o orkut e de uma ferramenta muito útil dele, a que indica os aniversariantes do mês, da semana, do dia. Eu mesmo já agradeci ao Mr. Orkut, por ter inventado essa rede de relacionamentos que permitiu entrar em contato com diversos conhecidos e amigos que há muito não me comunicava. E me ajuda muito a lembrar dos aniversários daqueles que não tenho um contato tão assíduo. Neste momento, verifiquei que havia recebido nada mais nada menos do que 288 scraps, não são tantos se levarmos em consideração os 760 “amigos” que tenho, porém é um número bem expressivo quando se tem que responder a cada um deles.

Existe também no orkut uma ferramenta que permite mandar mensagem multi-endereçada, porém gosto de responder individualmente, pois dá para fazer algum comentário específico ao amigo. Imagina, aquele cara que você não vê faz séculos, manda um scrap te desejando felicidades e contando que está indo morar no Japão. Não dá para simplesmente dizer obrigado pelos votos, mas também felicitá-lo pela nova aventura.

Não sei se isso me torna uma pessoa complicada, uma vez que um conhecido me disse que jamais perderia todo esse tempo da vida dele, ele me disse que, fazendo uma conta média, se eu gastasse 30 segundos com cada scrap resposta, tempo esse que pode sempre ultrapassar, mas nunca diminuir, eu levaria aproximadamente 3 horas para responder a todos. Penso que vale a pena!

Tenho em mente, que com algumas pessoas só me comunico através de emails , Messenger, skype e o próprio orkut, então tenho que aproveitar ao máximo essa forma “muderna” de manter nossa amizade, principalmente quando foram tão gentis enviando scraps.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

O GRANDE JOGO




Viver é nada mais do que participar de um enorme jogo!
Com regras, limites, ganhadores, perdedores e até empates. Não ouso dizer que a comparação deverá ser feita com um único jogo. Seria um simples jogo de varetas, onde retirar as peças requer cuidado para não mexer na outra? Ou um jogo de damas, mais complicado que o de varetas, porém também de fácil compreensão, onde as peças “andam” somente de uma maneira e umas “comem” as outras? Para mim, a melhor comparação seria com um imenso jogo de xadrez, onde cada tipo de peça tem um “movimento” particular, onde cada jogada deve ser meticulosamente pensada, afinal o que estamos protegendo é o nosso reinado, seja ele branco, seja ele preto. Xadrez exige paciência, observação. Exige percepção das oportunidades.

A partir do momento que acordamos inicia-se a nossa partida diária, que com certeza não sabemos do resultado final, nem daquele mesmo dia, nem dos próximos. Quantas vezes acordo achando que o dia será fácil, e de repente há uma reviravolta! Me vejo em algumas situações que jamais passaram por minha cabeça. Nesse jogo, o nosso oponente (?) é altamente “sinistro” pois é envolto em grande mistério. Alguns chamam de destino, outros de fatalidade, tem até os que chamam de Karma. Mas seja quem ele for, nunca sabemos qual será seu próximo passo.

E claro, jogamos um "melhor de vários", porque cada dia é uma partida diferente, cada assunto é uma outra batalha, dentro daquele mesmo dia, que pode ter sua definição imediata, como pode ter continuidade indefinida. E no final de tudo, ou seja, ao apagar das luzes de nossa vida, nossa vitória, derrota ou empate dependerá do que? Do quão felizes fomos? Do quão satisfeitos estivemos? Ou simplesmente quantas partidas ganhamos?

Mas daí surge uma outra divagação: o que é ganhar?
Porque às vezes, mesmo achando que estamos perdendo, estamos ganhando, só que será uma vitória que não identificaremos naquele instante. Nem sempre deixar de levar o prêmio significa ter perdido. Por outro lado, nem sempre levar o prêmio é uma vitória!