sábado, 23 de julho de 2011
AMY & JANIS
quinta-feira, 21 de julho de 2011
O QUE TE INCOMODA EM MIM?

Sou negro, sou branco, sou criança, sou velho, sou judeu, sou evangélico, sou pobre, sou rico, sou ignorante, sou intelectual, sou gay, sou hétero, sou deficiente, sou homem, sou mulher!
Qual das características acima tanto assusta a ponto de algumas pessoas olharem com ar de reprovação? Nojo mesmo, às vezes!
Quem deu, a algumas pessoas, o certificado da perfeição e o direito de ofender, verbal ou fisicamente?
Por que a vida dos outros, o meio de vida e a forma de vida incomoda tanto a alguns?
Ontem, deparei no jornal com a notícia de que pai e filho foram brutalmente espancados, em um festival, numa cidade interiorana, por terem sido tomados por um casal gay, somente porque estavam abraçados. Mais uma vez a bestialidade humana, vestida de valores hipócritas ataca!
Para os que agridem sempre há uma justificativa. Seja ela religiosa, seja ela pessoal. Tem horas que paro e imagino, como tudo isso surgiu e visualizo umas duas ou três pessoas dizendo não achar isso ou aquilo certo, e tantas outras, cegas pela ignorância, dizendo "amém" e fazendo reverências a opiniões e idéias absurdas e castradoras. Ora, todos têm o direito de não gostar disto ou daquilo, mas não o de preterir, humilhar ou agredir seja lá quem for.
A intolerância deve ser sempre punida e, para mim nestes casos, o martelo da justiça deveria ter o mesmo peso, para que os agressores sintam na pele a mesma dor causada.
Desculpem, meus três leitores, se aqui abandono, um pouco, a suavidade e a leveza, mas notícias como esta, que não estão sendo raras, me irritam profundamente e acabam com meu bom humor!
segunda-feira, 18 de julho de 2011
SEXO... AINDA!

Acordei com ele no pensamento! Sim, o sexo!
Não é com certeza o sexo em si. Como escrevi, seu desejo é uma manifestação natural, todos mantendo suas devidas características o vivenciam, e mesmo aqueles que por ventura, como exemplo os celibatários, o evitam, não o deixam de sentir. Mas isso é para outra divagação!
Para mim, falar de sexo, entender o que ele significa e quando e como deve ser feito é tão importante quanto tirar a carta (carteira) de habilitação. Péssima comparação? Bom.... imagine todas as responsabilidades advindas de uma transa mal planejada,DSTs e gravidez são somente alguns exemplos e que podem mudar a vida de um adolescente para sempre! Mesmo risco há em
pegar um carro sem saber dirigir. Os acidentes e as possíveis vítimas podem mudar essa mesma vida para sempre.
O que tenho visto é um apelo sexual muito grande e nenhum suporte! Outro dia em uma das minhas salas de aula, turma da antiga 5a série, idade média 11 anos, um grupo de alunos, liderado por um mais "espertinho", estavam discutindo como se faz a "espanhola". Onze
anos!!! Por favor!
Em outro exemplo, quando era diretor de uma escola, fui chamado a intervir em uma sala, onde a professora assistiu, no momento em que entrava, um casal de adolescentes simulando para a turma como se faz um sexo oral. Sem contar, na mesma escola, a briga entre alunas, pois uma postou em seu orkut a foto do "bilau" do namorado da outra. Pera aí, como é que a foto do dito cujo, foi parar na página da outra? E como a namorada reconheceu? Foram as perguntas feitas, na presença dos responsáveis, pelos próprios e o desenrolar da história fica para outra hora.
Isso que está me preocupando: sexo demais e consciência de menos! E a sociedade e a mídia só me desesperando mais e mais!
Pronto, chega de sexo! Vou descansar.
SEXO, NOS TEMPOS DA MTV

Hoje, domingo, dia mundial da preguiça, aproveitei um pouco e abusei dela.
Fiquei na cama até mais tarde, zapeando os canais da tv. Entre um canal e outro, um clipe de música e outro, uma propaganda e outra, percebi que estamos voltando às origens animais no quesito sexualidade!
Tudo agora gira em torno dele, do sexo, nunca se vendeu tanto com mulheres e homens quase ou completamente nus. A sensualidade nunca esteve tão em evidência. Nos clipes de música, não há uma nova cantora vestida completamente, todas usam, quando usam, shortinhos curtíssimos, delineando suas protuberâncias, e “soutiens” ou “tops” suficientemente apertados a ponto de deixar bem destacado seus, naturais ou não, volumosos seios .
As letras falam sobre o sexo, suas facilidades e seus efeitos, como fazê-lo bem, com quem e quando. Os Carpenters, Bob Dylan e outros cantavam a beleza dos pássaros e da natureza. Gaga, Britney e outras cantam a beleza de suas curvas e como aproveitá-las.
Não vou ser severo somente os estrangeiros, ouçam os atuais funks e suas tão educativas letras, o que eles ensinam? Sexo.
Voltemos os olhos para nossos adolescentes “brasucas”. Nossas meninas que usam e abusam dos seus minúsculos shorts de lycra, do rebolado e dos seus atrativos naturais. Nossos meninos que já cedo, fazem exercícios para moldar seus tórax e compram suas bermudas acreditando que vão engordar 10 quilos assim que sairem da loja, como não acontece, tais bermudas vivem nos joelhos.
Reconheço que o sexo, a partir das cargas naturais de hormônios, é o principal motivo de diversas coisas em nossas vidas. É natural! Somos animais, por mais que queiramos ser racionais, tais desejos fazem parte dos nossos instintos. Nos vestimos, freqüentamos academias e nos enchemos de produtos químicos, seja internamente, seja externamente, somente para nos tornar atraentes para outros, e para quê? Conquista e sexo!
Admito isso e não quero parecer um hipócrita, mas sou de uma época de ingenuidade, fui uma criança ingênua nesse sentido, a música mais picante talvez tenha sido composta pela Rita Lee, quando dizia “Meu bem você me dá água na boca, vestindo fantasia, tirando a roupa...”. Claro que o sexo sempre foi uma curiosidade, repito é natural, era um assunto velado e por isso era misterioso e seu acesso, mais difícil. Talvez por isso, levado mais a sério! Hoje, ele está bem aparente em diversos “sites” da internet, e em diversas cenas das novelas, clipes de músicas e filmes.
Não sei dizer se foi melhor para mim a descoberta mais tardia dele, do que está sendo para as crianças e adolescentes atuais, só sei dizer que estou achando estranho andar pelas ruas e deparar com todas as calcinhas e cuecas à mostra. "Cofrinhos" e pêlos pubianos visíveis pelos rebaixamentos propositais das calças compridas e bermudas. Ouço crianças falarem sobre sexo, como eu falava sobre os bonecos do forte apache, assuntos distintos, mas que atualmente estão no mesmo patamar, tratados como brinquedos. Beijar todos, ficar com todos e experimentar todos, são as máximas dos bailes e das festinhas.
Os corpos estão à mostra, menos roupa, mais pele. Será que essa sensualidade exagerada não pode desbancar para uma sexualidade sem controle? E vamos chegar a um tempo que teremos que jogar baldes de água gelada, para separar os que estiverem fazendo sexo na nossa esquina? Bom... mais uma para a famosa “quem viver verá!”
domingo, 5 de junho de 2011
GOSSIP POINT OF VIEW

Na minha primeira visita a Nova Iorque, há anos, uma das coisas que fiz questão de visitar foi o Hotel Waldorf Astoria , por toda uma história de suntuosidade que rolou ao seu redor. Achei que seria chique conhecê-lo, mesmo sabendo que não teria condições de me hospedar.
Meu ponto ao comentar sobre essa passagem da minha vida é porque após uma sucessão de episódios de uma série americana, que retrata a alta sociedade do Upper East Side, me pergunto: o que é ser chique?
É ter dinheiro e poder frequentar lugares caríssimos? Comprar em lojas com preços absurdos, produtos quase exclusivos? Viver essa imagem que nossa sociedade consumista e a mídia nos impõe?
Não é negável que estar bem vestido, viajar e poder desfrutar de oportunidades maravilhosas como visitar lugares badalados e históricos, comer bem e ter conforto, faz com que sintamos como parte de algo bom, faz bem pra nossa auto estima, pelo menos para mim é assim.
Gloria Kalil escreveu:
A verdade é que ninguém é chique por decreto. E algumas boas coisas da vida, infelizmente, não estão à venda. Elegância é uma delas.
Assim, para ser chique é preciso muito mais que um guarda-roupa ou closet recheado de grifes famosas e importadas. Muito mais que um belo carro italiano.
O que faz uma pessoa chique não é o que essa pessoa tem, mas a forma como ela se comporta perante a vida.
Chique mesmo é quem fala baixo.
Quem não procura chamar atenção com suas risadas muito altas, nem por seus imensos decotes e nem precisa contar vantagens, mesmo quando estas são verdadeiras.
Chique é atrair, mesmo sem querer, todos os olhares, porque se tem brilho próprio.
Chique mesmo é ser discreto, não fazer perguntas ou insinuações inoportunas, nem procurar saber o que não é da sua conta.
É evitar se deixar levar pela mania nacional de jogar lixo na rua.
Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e às pessoas que estão no elevador.
É lembrar-se do aniversário dos amigos.
Chique mesmo é não se exceder jamais!
Nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir.
Chique mesmo é olhar nos olhos do seu interlocutor.
É “desligar o radar”, “o telefone”, quando estiver sentado à mesa do restaurante, prestar verdadeira atenção a sua companhia.
Chique mesmo é honrar a sua palavra, ser grato a quem o ajuda, correto com quem você se relaciona e honesto nos seus negócios.
Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer, ainda que você seja o “homenageado da noite”!
Chique do chique é não se iludir com “trocentas” plásticas do físico… quando se pretende corrigir o caráter: não há plástica que salve grosseria, incompetência, mentira, fraude, agressão, intolerância… falsidade.
Mas, para ser chique, chique mesmo, você tem, antes de tudo, de se lembrar sempre de o quão breve é a vida e de que, ao final e ao cabo, vamos todos terminar da mesma maneira, mortos, sem levar nada material deste mundo.
Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor, não desperdice as pessoas interessantes com quem se encontrar e não aceite, em hipótese alguma, fazer qualquer coisa que não lhe faça bem, que não seja correta.”
Muito bem dito, não? Mas viver dessa maneira e ainda poder brindar com um champanhe na primeira classe de um vôo para New York é tudo!
;-)
segunda-feira, 9 de maio de 2011
DESCAMINHOS DA EDUCAÇÃO 1
No momento, se debate no país o aumento da carga horária do aluno na escola.
Se formos considerar aluno, como aquele personagem que vem para a escola, educado, com modos, hábitos salutares e sabendo exatamente o que significa ser aluno (respeitoso, organizado, interessado), então serei eu o primeiro a levantar a bandeira favorável. Pois esse aluno merece maior atenção e muito mais preparo para um futuro, que acredita-se promissor.
Por outro lado, se falamos do aluno que hoje em dia é o espelho da juventude, desrespeitosa e desinteressada. Que só vem para a escola com o intuito de colocar em dia sua conversa e demonstrar, tudo aquilo que aprendeu na rua, então sou eu o primeiro a gritar por um não!
Como sempre, nossos pedagogos de plantão, estão olhando para o cume da pirâmide social, ao acreditar que um aumento de carga horária seja favorável ao alunado. Estou em sala de aula há mais de 15 anos, e nesse tempo todo percebo a ladeira que a educação vem descendo. Exigem-se números, IDEBs e IDs quaisquer, maiores. Estampam em jornais e revistas a vergonhosa posição que nosso país ocupa nas classificações educacionais, com isso culpam os professores por não se atualizarem, não se modernizarem, não se moldarem à nova realidade, porém ninguém assume a suspeita qualidade dos alunos que temos.
A atual realidade está muito mal! Vivemos a era do paternalismo, onde tudo é dado e nada é cobrado! Lembro-me que, quando criança tinha todo o cuidado do mundo com o meu estojo escolar, lá estavam as canetas que eu escolhera, os lápis de cor que eu usava para colorir meus desenhos, meu apontador com compartimento para sujeira, minha borracha branquinha, etc. E sempre que chegava em casa ou ia para a escola, checava se todos os meus pertences ali estavam. Amava cada item e respeitava também, os dos meus colegas, pois imaginava a importância que para eles tinha cada um daqueles objetos.
Era criança, e como toda criança, não tinha todos os meus valores formados, no entanto respeitava os mais velhos, porque aprendera que isso deveria ser feito, estudava, porque gostava e porque sabia da importância, que para ser um engenheiro ou um médico, era necessário estudar. Mas acima de tudo isso, sabia valorizar aquilo que meu pai havia comprado “com o suor do trabalho”, como ele sempre dizia.
Hoje em dia tudo é dado na escola pública, desde o lápis até o uniforme, passando pelos cadernos e livros. E o que acontece? Nada é valorizado, encontro de vez em quando, materiais no lixo ou deixados pelas salas de aula. Levados aos “achados e perdidos” da escola, por lá ficam meses! Isso porque o governo deu e não tem valor nenhum para eles. Não lhes custou nada, e por isso não é valorizado. Se o governo acha que, com essa atitude está estimulando-os a escrever, ler, aprender, desculpe informar, mas não está funcionando.
Pergunto aos alunos o que pretendem ser quando crescerem, ouço silêncio, ou respostas como modelo, jogador de futebol, MC, inclusive traficante e ladrão. Alguns podem dizer: são crianças e falam só para fazer onda! E eu respondo, não, não são mais tão crianças, são adolescentes de 15 ou mais idade, são rapazes e moças, que já iniciaram uma vida sexual e conhecem o valor da violência. Pois a praticam quando preciso.
Me assusto! Sinto que a escola pública e paternalista, está estragando nossas crianças. Não vejo, nos olhos da maioria o brilho do querer saber, da descoberta, do interesse. Vejo-os apáticos e representando comportamentos tribais e desrespeitosos. Penso que, de nada adianta manter cerceados em um terreno com um prédio principal e uma quadra, pessoas que não vêem naquela estrutura algo positivo, que não valorizam suas salas e seus representantes. Pior, não valorizam o produto que lhes é ali oferecido: o conhecimento.
Antes de aumentar a carga horária, gostaria que se pensasse em meios de transformar essa criança em um aluno e não um ser obrigado a ficar mais tempo onde a “brincadeira” não lhes agrada.
Pergunto: você ficaria? Você gostaria?
segunda-feira, 14 de março de 2011
ÀS VÍTIMAS
Alguns perdem casas, roupas, documentos, perdem filhos, perdem o rumo. Como acordar no dia seguinte e recomeçar sem ter onde morar, o que usar, se apoiar?
Nunca estive numa calamidade como essas, acometida pelas águas, seja de chuva, seja do mar ou por qualquer evento da natureza, ou mesmo provocado pelo homem. Não sei o que é estar ali, olhando para os destroços e neles identificando o que um dia fora minha vida.
Mas isso não me faz imune a dor e tão distante dos fatos, a ponto de não me causarem tristeza e pesar. Recomeçar exige força, exige crença na necessidade de se levantar e reconstruir. Exige amor, por si e por aqueles que, por ventura, necessitem ver em nosso olhar, a esperança de que tudo vai, na medida das perdas, ser consertado.
Minhas preces e minha força, para todos os que precisam hoje, recomeçar!
