Frase da Semana

"A MINHA FELICIDADE DEPENDE DA QUALIDADE DOS MEUS PENSAMENTOS"





domingo, 4 de janeiro de 2009

MOTORISTAS DE TAXI – PARTE 2



De repente dezembro se foi! Eu não estava de férias, pelo contrário acho que foi o dezembro mais trabalhoso de minha vida. Não tive tempo sequer de dar continuidade ao que comecei escrevendo. Peço desculpas aos meus 3 leitores, espero que eles não tenham achado que os negligenciei ou pior, os tenha abandonado. Estou de volta! Não deixem de ler a postagem anterior, a minha mensagem para 2009, vou confessar que não é de todo minha autoria, enxertei pedaços de leituras feitas ao decorrer do mês passado.

Filosofar é bom, afinal divagar, pode ser um primo torto e pobre da filosofia. E é isso que tenho proposto nesse blog. Mas... quando entrei no táxi às 4h30min daquela madrugada, completamente tonto da quantidade de caipirinhas que havia tomado (caipirinha é a minha bebida predileta). E meu, motorista, sim porque já que como diz a Lady Keite (eu tava pagando!) então posso considerar como meu motorista enquanto o taxímetro está rodando. Pois bem, esse “meu motorista” resolve lançar uma pergunta do tipo: é a vida algo efêmero do qual devemos tirar todo o proveito, ou uma dádiva da qual devemos cuidar com todo zelo?

Gostaria muito que tal pergunta tivesse o efeito de um engov ou de vários banhos acompanhados de café bem forte, e tirado-me do estágio de letargia que estava, mas não foi isso que aconteceu. Pelo contrário, afundei-me mais no banco traseiro do carro e disse-lhe que Sófocles (496 - 405 a.C.) discutiu muito isso com Platão (428 - 347 a.C) entre a adolescência de último e a velhice do primeiro. No que ele me disse: mas não foi Nietze quem se aprofundou nesse tema? Naquele momento, duvidei com meus botões que “meu motorista” estava sóbrio. Ainda bem que o percurso era pequeno.

Em uma cidade diferente, mas com o mesmo instinto de poder tive “outro motorista” que, após mal começando o percurso e do nada, desta vez comigo e mais dois amigos, ele (o motorista) aponta para duas mulheres no meio da rua e profere: tá vendo aquilo? Tudo bicho traiçoeiro! Não podemos confiar em nenhuma. Eu que estou no segundo casamento e tendo um caso com a Rita (levantou o celular e disse que a Rita havia ligado agora há pouco, chamando-o para fazer sexo), atesto o quão são traiçoeiras as mulheres, não valem nada, só querem o seu dinheiro e usar você. Bom... pensei, e depois comentei com meus amigos, se ele estava no segundo casamento e tendo um caso com uma outra, como pode atirar pedras no sexo oposto? E analisando-o, acho que ele deveria levantar as mãos para o Céu por ainda estar casado e ter um caso. Que doido!

Na mesma cidade, mas em um momento completamente diferente, entrei num táxi que tinha um desses GPS acoplados, porém desligado, perguntei ao motorista o que ele achava do aparelho, sua utilidade, etc. No que ele virou para mim e disse: meu filho, sou motorista de táxi há mais de 30 anos, não tem um buraco desta cidade que eu já não tenha levado um passageiro. Conheço essa cidade como a palma da minha mão. Não preciso dessa “geringonça”, mas minha patroa insistiu que eu comprasse, porque a vizinha tinha um no carro e outro dia ela pegou carona com a mesma, e se apaixonou com a voz explicando entre a direita, volte a esquerda, daqui a 100 metros para no cruzamento, etc. E como não temos muito mais o que conversar mesmo, no carro, quando ela entra eu ligo e ela fica se divertindo e não me perturba!

Para finalizar, teve aquele que, dando uma aula de economia, ao menos da vida profissional  dele, me explicou a vantagem de se ter uma maquininha do Visa Electron no carro. Ele foi tão detalhista e cheio de exemplos que me convenceu! Quando eu for motorista, vai ser a primeira aquisição. E teve também o outro que, sem ser convidado, pára o carro no sinal e se mete na conversa dizendo: não acho que vocês devam agir assim, afinal pelo que ouvi, a terceira pessoa, pode estar passando por sérios problemas psicológicos e precisa ser avaliada antes de receber um veredicto tão cruel quanto esse que vocês estão proferindo! Fiquei pasmo! E o veredicto era simplesmente não convidar determinada pessoa para uma festa!

Tem mais! Mas deixa pra outra hora.

sábado, 3 de janeiro de 2009

MINHA MENSAGEM PARA 2009


Lema: “Viver cada momento e construir a felicidade aqui e agora.”


Mas é claro que a vida prega peças.
O bolo não cresce, o pneu fura, chove demais...
Mas, pensem só:
Tem sentido estragar o dia por causa de uma discussão na ida para o trabalho?
Ou viver emburrado porque as coisas não saem como planejamos?

Eu quero viver bem... e você? Ora, vamos ter sempre um plano B! :-)

2008 foi um ano cheio, cheio de coisas boas e muito boas, mas também de problemas e desilusões.
Normal...
Às vezes, se espera demais.
A grana que não veio, o amigo que decepcionou, o amor que acabou.

2009 não vai ser muito diferente.
Mexe-se no calendário, mas se não mexermos em nós mesmos, de nada vai adiantar esperar mudanças.
O homem é cheio de imperfeições, a natureza determinou sua personalidade que nem sempre é a que a gente deseja, mas, e aí?

Fazer o que?
Acabar com o seu dia? Com seu bom humor? Com sua esperança? Perder a fé ?

O principal é ter fé e sabedoria, para que saibamos transformar tudo em uma boa experiência.
Nosso desejo ainda não se realizou?
Talvez não seja a hora!
Não deve ser a melhor coisa para esse momento. Lembro-me sempre de uma frase que ouvi e adoro: "cuidado com seus desejos e pensamentos, eles podem se tornar realidade" e se tornam mesmo!

Chorar de dor, de solidão, de tristeza, faz parte do ser humano...

Mas, se a gente se entende e permite olhar o outro e o mundo com generosidade, as coisas ficam diferentes.

2009 pode ser um ano especial, se nosso olhar for diferente.
Pode ser muito legal, se entendermos nossas fragilidades e egoísmos e dermos a volta nisso.
Somos fracos, mas podemos melhorar.
Somos egoístas, mas podemos entender o outro.
2009 pode ser o máximo, maravilhoso, lindo, especial!
Depende de mim... Depende de nós.

Então em 2009, mãos à obra na construção da nossa felicidade!

Beijos e abraços.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

MOTORISTAS DE TAXI - PARTE 1


Por conta da instituição da nossa chamada "Lei Seca", um personagem que há muito não acompanhava e que voltou à cena em minha vida é o motorista de taxi.

No começo da lei, resolvi assumir o papel de "o amigo da vez" e não beber, assim poderia ir confortavelmente com meu carro e voltar sem correr o risco de perder a vida ou a chance de dirigir por um bom tempo, sem contar claro, com os mais de 900 reais da multa. Imperdoável. Dá para trocar os quatro pneus do meu carrinho.

Porém ver meus amigos beberem e se divertirem e eu "careta" a noite toda, foi um ato de bravura que durou somente 3 meses, ou aproximadamente 12 noitadas.

E como foi melhor! Primeiramente voltei a achar todos os outros bêbados engraçados e até rir muito de suas piadas, coisa que não fiz durante os 3 meses anteriores. Mas também, imagine você numa "balada" cujo ingresso custou 60 reais, consumíveis, ou seja, você poderia beber tudo no valor de 60 reais, no mínimo e não pagar mais nada! Claro que caipirinhas (que adoro!) e outros drinks com nomes mais sofisticados, tipo Dry Martini, Screw Driver, Manhattan, etc. em alguns lugares custam aproximadamente uns 20 reais, o que te permite beber uns 3. O que para mim é o suficiente para alegrar a noite!

Mas... e se você não vai beber, imagina consumir 60 reais de Coca-cola? Na pior das hipóteses, se o local quiser "meter a mão" e te cobrar por cada latinha 5 reais, mesmo assim você vai poder beber 12. Com certeza, depois da terceira, não tem ser humano que tenha paciência com outro que está "colocado" alcoolicamente. Foi a partir desse dia que resolvi deixar de ser o amigo da vez em dirigir para ser o amigo da vez em beber também.

Percebi que me livrei de duas coisas absurdamente incômodas no Rio de Janeiro: vaga e guardadores. A primeira sempre difícil, os segundos, na sua grande maioria irritantes. "Ai mermão hoje é 10 real, na responsa!" ou "Patrão nóis tá aqui num é brincando não, tomo trabalhando, é serviço de primera". Isso quando não há discussões. Então o advento taxi, veio me dar uma tranquilidade nestes aspectos irritantes da noite carioca.

Como não estava mais, acostumado à bebida, foi fácil ficar tonto e com uma alegria acima do normal na primeira vez. Na hora de pegar o taxi para voltar fui discutindo com o motorista sobre filosofia...

A introdução ficou grande, por isso continuo na próxima postagem. Aguardem!
Beijos e abraços, sóbrios!




segunda-feira, 17 de novembro de 2008

A DIFÍCIL TAREFA DE DIZER ADEUS!


Quando se ama alguém ou se tem um sonho, abrir mão ou perder é muito doloroso. Por um lado temos que reconhecer que algo morreu, o sentimento (no caso da pessoa)  ou a motivação (no caso do sonho).

E como é difícil reconhecer que isso aconteceu! 

Às vezes levamos mais tempo para nos convencer do que gostaríamos! Talvez porque não queremos reconhecer nossa perda, pois perdas nos fazem sentir um pouco mais vazio, como um espaço em branco, uma peça que falta num quebra cabeça. 

É necessário que sejamos realistas, que reconheçamos que mesmo com todo o esforço e todas as manobras, nem sempre alcançamos a meta! Nem tudo ou todos é para nós. 

Mas a vida é assim, cheia de perdas e ganhos, e nesse vai e vem é que aprendemos como lidar com a próxima oportunidade, avaliamos o que fizemos de certo e de errado, tentamos não cometer os mesmos erros e ficamos mais atentos aos pequenos detalhes. 

Não é bom dizer adeus a alguém, ou a um sonho que dedicamos um bom tempo, a sensação de voltar a estaca zero, é f... 

Quando a pessoa e o sonho se mesclam em uma coisa só, sentimos uma dor maior. Porém como diz o velho ditado: não a dor que o tempo não cure! 

Que venha o tempo!

domingo, 16 de novembro de 2008

O QUE EU NÃO QUERO SER QUANDO CRESCER!


Quando criança, os adultos tendem a fazer aquela célebre pergunta: o que você quer ser quando crescer? Engenheiro? Médico? Professor? Astronauta? Cantor de Funk? Loira do Tcham? Homem Berinjela? Mulher Melancia? Bem... há uma gama de opções, mas na verdade não dá para prever, pois eu por exemplo queria ser médico, acabei como professor de matemática!

 Porém uma coisa que ninguém pergunta é o contrário! Talvez porque seja uma pergunta direcionada aos adultos. Como me fiz algumas vezes, e repeti agora a pouco, de madrugada, com alguns “mojitos” e caipirinas a mais, voltando para casa, no banco traseiro de um táxi.

 

Existem diversas coisas que não quero ser, porém ser uma pessoa solitária ou infeliz é do que mais fujo. 

Fugi dos padrões normais, não casei, não tenho filhos e particularmente não vejo tais acontecimentos em minha vida, pelo menos em curto prazo. E veja que curto prazo para mim, considero os próximos cinco anos. 

Então como fugir da solidão? A grande maioria de meus amigos criou suas famílias, têm seus filhos. Voltam para casa à noite, depois do trabalho e praticam seus papéis de maridos, esposas e pais. E assim suas vidas vão sendo preenchidas com esses acontecimentos. E os que, como eu, não tem alguém com quem contar quando chegar em casa? Ao assistir a uma novela, série ou mesmo notícia no telejornal não tem com quem comentar? Ao deitar podem esparramar-se pela cama, pois não há ninguém para dividir? Como fugir da sensação de sentir-se sozinho? Mergulhar em leituras ou tarefas do trabalho que trazemos para casa? Escrever blogs? Papear com os outros, talvez solitários também no MSN, Orkut ou salas de papo de algum provedor? 

Tinha um amigo do peito, de festas e baladas, o Fernando, havíamos prometido, que iríamos nos apoiar e cuidar um do outro. Ele se foi, numa artimanha trágica da vida! Faz um tempo, 4 anos, mas ainda me sinto órfão dele. Quando nos sentíamos pra baixo, não importava a hora, o telefone tocava e em pouco tempo estávamos em algum bar, com uma cerveja e filosofando.

Claro que curto muito meus momentos do eu-sozinho, pois nele penso, repenso, pesquiso, escrevo... mas sinceramente, tem horas que gostaria de ter ao meu lado alguém inteligente, que soubesse conversar, contar piadas, rir das minhas piadas e até ficar em silêncio juntos.

Não estou triste, acabei de vir da balada, bebi um pouco demais e isso baixou um pouco meu astral, tanto que não conversei sobre o tempo ou qualquer amenidade com o motorista do táxi, que me trouxe para casa. Só vim com essa pergunta na cabeça: o que eu não quero ser quando crescer?

Taí algo que preciso pensar sóbrio!

Beijos e abraços!

terça-feira, 11 de novembro de 2008

ALEGRIA DE SER FÃ






Fazia tempo que não experimentava uma sensação tão gostosa: a de ser fã!

E curtir o artista em sua plenitude, em seu momento maior: se apresentando para você.

Vamos entender que esse para você, representa uma multidão de mais de 6000 pessoas, que encerradas em um ambiente chamado casa de espetáculo, absorveram cada segundo desta epopéia, que se iniciou quando, por acaso, descobri que Kylie Minogue faria um show no Brasil, mesmo sendo fã, com essa minha vida corrida, não consigo estar antenado a tudo!


Primeiramente me veio o desespero de saber que o show seria em São Paulo, e imediatamente no final de semana seguinte. Assim que cheguei em casa tentei comprar o ingresso pela Internet, mas não consegui, algum “plug in” do meu novo “browser” não permitiu que o processo da compra chegasse ao final, como não sabia disso, achei que os ingressos estivessem sido todos vendidos. Pânico!

Resolvido o problema, mudei de “browser”, consegui descobrir que ainda tinham ingressos à venda, mas que pela Internet não estava conseguindo comprar meia-entrada e que ainda pagaria uma taxa de serviço de 20% do valor do ingresso. Dois absurdos, aos quais eu não estava disposto a compactuar. Após uma vasculha, mais minuciosa, num site terrível, de uma empresa terrível como a “ticketmaster” (tenho exemplos anteriores de maus momentos com ela), descobri que poderia comprar os ingressos em dois pontos de vendas, um no Riosul (Saraiva Megastore) outro em Copacabana (Modernsound).

Dia seguinte, organizei meu horário e fui para o Riosul, quando deparei-me com um sistema fora do ar. Como não tinha tempo de ir até Copa, decidi fazer uma tentativa mais tarde. Que se mostrou infrutífera, pois continuava o “bendito” sistema ainda fora do ar. Esbaforido e irritado, corri, literalmente para a Modernsound, onde após descobrir que também pagaria uma taxa de conveniência, consegui finalmente os ingressos. Comprei dois, consegui convidar um amigo, que meio resoluto, uma vez que não era tão fã da cantora, aceitou me acompanhar.

A próxima etapa, seria decidir como ir, se de avião (muito caro!) se de ônibus (ia limitar muito a mobilidade dentro da cidade), ou de excursão, pois descobri que havia um grupo se mobilizando para ir ao show. Decidi ir de carro, por conta da minha incapacidade de estar com tudo organizado até a hora que a excursão sairia. E porque também queria ter o poder de decidir meus horários junto ao fato de que o valor da excursão e o que gastaria indo de carro daria no mesmo.

Na véspera da viagem, meu carro deu problema, queimou o “rádio-cd-mp3-player”! Como fazer uma viagem de aproximadamente seis horas sem música? Impossível. Resolvi esse problema, mas no dia da viagem, exatamente antes de pegar a Via Dutra, um pequeno curto, quase acabou com todas as minhas esperanças de ir tranqüilo. Resolvi também, e com algumas horas de atraso nos mandamos!

Chegamos sãos e salvos, demoramos mais para fazer o percurso marginal do Tietê até a Paulista do que fazer Pindamonhagaba para Guarulhos (para os que não imaginam as distâncias, estou comparando duas cidades distantes de dois bairros próximos), fiquei na casa de um amigo. Aproveitei para descansar um pouco, dormi muito e acabei me atrasando. Na correria me perdi pelas armadilhas, chamadas de ruas, de Sampa, amo minha cidade, mas dirigir sem ter certeza do caminho é uma aventura lá. Consegui chegar a tempo e pegar um bom lugar, mas esqueci a máquina fotográfica na mochila. Por sorte conheci um outro fã, que menos enrolado do que eu, levou a sua digital e me prometeu enviar as fotos. Santo Mr. X!

Sabe quando cada momento de sofrimento, angústia, inquietação e aborrecimento vale a pena? Pois bem, essa foi a conclusão ao terminar, o que chamo de o melhor show dos meus últimos tempos. Saí do Credicard Hall, em São Paulo, um lugar longe pra caramba, cujo estacionamento é caríssimo, e não é tão grande quanto eu imaginava, completamente apaixonado! A simpatia, a meiguice e a competência da Kylie Minogue, só não me fez chorar porque seria um pouco demais. Senti-me um verdadeiro tiete, pulei, dancei, me diverti muuuuuiiito. E saí completamente “in love”.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

VOLTO LOGO!


Tenho muito o que contar: um atropelamento, uma candidatura e eleição para um cargo, uma nova perspectiva de vida, academia, festas, amigos, bebedeiras, vexames, mas não tenho tido tempo para escrever. Espero voltar em breve, pois estou morrendo de saudades de divulgar, apesar de não ter divagado muito. 
Aguardem-me!