Frase da Semana

"A MINHA FELICIDADE DEPENDE DA QUALIDADE DOS MEUS PENSAMENTOS"





segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

MOTORISTAS DE TAXI - PARTE 1


Por conta da instituição da nossa chamada "Lei Seca", um personagem que há muito não acompanhava e que voltou à cena em minha vida é o motorista de taxi.

No começo da lei, resolvi assumir o papel de "o amigo da vez" e não beber, assim poderia ir confortavelmente com meu carro e voltar sem correr o risco de perder a vida ou a chance de dirigir por um bom tempo, sem contar claro, com os mais de 900 reais da multa. Imperdoável. Dá para trocar os quatro pneus do meu carrinho.

Porém ver meus amigos beberem e se divertirem e eu "careta" a noite toda, foi um ato de bravura que durou somente 3 meses, ou aproximadamente 12 noitadas.

E como foi melhor! Primeiramente voltei a achar todos os outros bêbados engraçados e até rir muito de suas piadas, coisa que não fiz durante os 3 meses anteriores. Mas também, imagine você numa "balada" cujo ingresso custou 60 reais, consumíveis, ou seja, você poderia beber tudo no valor de 60 reais, no mínimo e não pagar mais nada! Claro que caipirinhas (que adoro!) e outros drinks com nomes mais sofisticados, tipo Dry Martini, Screw Driver, Manhattan, etc. em alguns lugares custam aproximadamente uns 20 reais, o que te permite beber uns 3. O que para mim é o suficiente para alegrar a noite!

Mas... e se você não vai beber, imagina consumir 60 reais de Coca-cola? Na pior das hipóteses, se o local quiser "meter a mão" e te cobrar por cada latinha 5 reais, mesmo assim você vai poder beber 12. Com certeza, depois da terceira, não tem ser humano que tenha paciência com outro que está "colocado" alcoolicamente. Foi a partir desse dia que resolvi deixar de ser o amigo da vez em dirigir para ser o amigo da vez em beber também.

Percebi que me livrei de duas coisas absurdamente incômodas no Rio de Janeiro: vaga e guardadores. A primeira sempre difícil, os segundos, na sua grande maioria irritantes. "Ai mermão hoje é 10 real, na responsa!" ou "Patrão nóis tá aqui num é brincando não, tomo trabalhando, é serviço de primera". Isso quando não há discussões. Então o advento taxi, veio me dar uma tranquilidade nestes aspectos irritantes da noite carioca.

Como não estava mais, acostumado à bebida, foi fácil ficar tonto e com uma alegria acima do normal na primeira vez. Na hora de pegar o taxi para voltar fui discutindo com o motorista sobre filosofia...

A introdução ficou grande, por isso continuo na próxima postagem. Aguardem!
Beijos e abraços, sóbrios!




segunda-feira, 17 de novembro de 2008

A DIFÍCIL TAREFA DE DIZER ADEUS!


Quando se ama alguém ou se tem um sonho, abrir mão ou perder é muito doloroso. Por um lado temos que reconhecer que algo morreu, o sentimento (no caso da pessoa)  ou a motivação (no caso do sonho).

E como é difícil reconhecer que isso aconteceu! 

Às vezes levamos mais tempo para nos convencer do que gostaríamos! Talvez porque não queremos reconhecer nossa perda, pois perdas nos fazem sentir um pouco mais vazio, como um espaço em branco, uma peça que falta num quebra cabeça. 

É necessário que sejamos realistas, que reconheçamos que mesmo com todo o esforço e todas as manobras, nem sempre alcançamos a meta! Nem tudo ou todos é para nós. 

Mas a vida é assim, cheia de perdas e ganhos, e nesse vai e vem é que aprendemos como lidar com a próxima oportunidade, avaliamos o que fizemos de certo e de errado, tentamos não cometer os mesmos erros e ficamos mais atentos aos pequenos detalhes. 

Não é bom dizer adeus a alguém, ou a um sonho que dedicamos um bom tempo, a sensação de voltar a estaca zero, é f... 

Quando a pessoa e o sonho se mesclam em uma coisa só, sentimos uma dor maior. Porém como diz o velho ditado: não a dor que o tempo não cure! 

Que venha o tempo!

domingo, 16 de novembro de 2008

O QUE EU NÃO QUERO SER QUANDO CRESCER!


Quando criança, os adultos tendem a fazer aquela célebre pergunta: o que você quer ser quando crescer? Engenheiro? Médico? Professor? Astronauta? Cantor de Funk? Loira do Tcham? Homem Berinjela? Mulher Melancia? Bem... há uma gama de opções, mas na verdade não dá para prever, pois eu por exemplo queria ser médico, acabei como professor de matemática!

 Porém uma coisa que ninguém pergunta é o contrário! Talvez porque seja uma pergunta direcionada aos adultos. Como me fiz algumas vezes, e repeti agora a pouco, de madrugada, com alguns “mojitos” e caipirinas a mais, voltando para casa, no banco traseiro de um táxi.

 

Existem diversas coisas que não quero ser, porém ser uma pessoa solitária ou infeliz é do que mais fujo. 

Fugi dos padrões normais, não casei, não tenho filhos e particularmente não vejo tais acontecimentos em minha vida, pelo menos em curto prazo. E veja que curto prazo para mim, considero os próximos cinco anos. 

Então como fugir da solidão? A grande maioria de meus amigos criou suas famílias, têm seus filhos. Voltam para casa à noite, depois do trabalho e praticam seus papéis de maridos, esposas e pais. E assim suas vidas vão sendo preenchidas com esses acontecimentos. E os que, como eu, não tem alguém com quem contar quando chegar em casa? Ao assistir a uma novela, série ou mesmo notícia no telejornal não tem com quem comentar? Ao deitar podem esparramar-se pela cama, pois não há ninguém para dividir? Como fugir da sensação de sentir-se sozinho? Mergulhar em leituras ou tarefas do trabalho que trazemos para casa? Escrever blogs? Papear com os outros, talvez solitários também no MSN, Orkut ou salas de papo de algum provedor? 

Tinha um amigo do peito, de festas e baladas, o Fernando, havíamos prometido, que iríamos nos apoiar e cuidar um do outro. Ele se foi, numa artimanha trágica da vida! Faz um tempo, 4 anos, mas ainda me sinto órfão dele. Quando nos sentíamos pra baixo, não importava a hora, o telefone tocava e em pouco tempo estávamos em algum bar, com uma cerveja e filosofando.

Claro que curto muito meus momentos do eu-sozinho, pois nele penso, repenso, pesquiso, escrevo... mas sinceramente, tem horas que gostaria de ter ao meu lado alguém inteligente, que soubesse conversar, contar piadas, rir das minhas piadas e até ficar em silêncio juntos.

Não estou triste, acabei de vir da balada, bebi um pouco demais e isso baixou um pouco meu astral, tanto que não conversei sobre o tempo ou qualquer amenidade com o motorista do táxi, que me trouxe para casa. Só vim com essa pergunta na cabeça: o que eu não quero ser quando crescer?

Taí algo que preciso pensar sóbrio!

Beijos e abraços!

terça-feira, 11 de novembro de 2008

ALEGRIA DE SER FÃ






Fazia tempo que não experimentava uma sensação tão gostosa: a de ser fã!

E curtir o artista em sua plenitude, em seu momento maior: se apresentando para você.

Vamos entender que esse para você, representa uma multidão de mais de 6000 pessoas, que encerradas em um ambiente chamado casa de espetáculo, absorveram cada segundo desta epopéia, que se iniciou quando, por acaso, descobri que Kylie Minogue faria um show no Brasil, mesmo sendo fã, com essa minha vida corrida, não consigo estar antenado a tudo!


Primeiramente me veio o desespero de saber que o show seria em São Paulo, e imediatamente no final de semana seguinte. Assim que cheguei em casa tentei comprar o ingresso pela Internet, mas não consegui, algum “plug in” do meu novo “browser” não permitiu que o processo da compra chegasse ao final, como não sabia disso, achei que os ingressos estivessem sido todos vendidos. Pânico!

Resolvido o problema, mudei de “browser”, consegui descobrir que ainda tinham ingressos à venda, mas que pela Internet não estava conseguindo comprar meia-entrada e que ainda pagaria uma taxa de serviço de 20% do valor do ingresso. Dois absurdos, aos quais eu não estava disposto a compactuar. Após uma vasculha, mais minuciosa, num site terrível, de uma empresa terrível como a “ticketmaster” (tenho exemplos anteriores de maus momentos com ela), descobri que poderia comprar os ingressos em dois pontos de vendas, um no Riosul (Saraiva Megastore) outro em Copacabana (Modernsound).

Dia seguinte, organizei meu horário e fui para o Riosul, quando deparei-me com um sistema fora do ar. Como não tinha tempo de ir até Copa, decidi fazer uma tentativa mais tarde. Que se mostrou infrutífera, pois continuava o “bendito” sistema ainda fora do ar. Esbaforido e irritado, corri, literalmente para a Modernsound, onde após descobrir que também pagaria uma taxa de conveniência, consegui finalmente os ingressos. Comprei dois, consegui convidar um amigo, que meio resoluto, uma vez que não era tão fã da cantora, aceitou me acompanhar.

A próxima etapa, seria decidir como ir, se de avião (muito caro!) se de ônibus (ia limitar muito a mobilidade dentro da cidade), ou de excursão, pois descobri que havia um grupo se mobilizando para ir ao show. Decidi ir de carro, por conta da minha incapacidade de estar com tudo organizado até a hora que a excursão sairia. E porque também queria ter o poder de decidir meus horários junto ao fato de que o valor da excursão e o que gastaria indo de carro daria no mesmo.

Na véspera da viagem, meu carro deu problema, queimou o “rádio-cd-mp3-player”! Como fazer uma viagem de aproximadamente seis horas sem música? Impossível. Resolvi esse problema, mas no dia da viagem, exatamente antes de pegar a Via Dutra, um pequeno curto, quase acabou com todas as minhas esperanças de ir tranqüilo. Resolvi também, e com algumas horas de atraso nos mandamos!

Chegamos sãos e salvos, demoramos mais para fazer o percurso marginal do Tietê até a Paulista do que fazer Pindamonhagaba para Guarulhos (para os que não imaginam as distâncias, estou comparando duas cidades distantes de dois bairros próximos), fiquei na casa de um amigo. Aproveitei para descansar um pouco, dormi muito e acabei me atrasando. Na correria me perdi pelas armadilhas, chamadas de ruas, de Sampa, amo minha cidade, mas dirigir sem ter certeza do caminho é uma aventura lá. Consegui chegar a tempo e pegar um bom lugar, mas esqueci a máquina fotográfica na mochila. Por sorte conheci um outro fã, que menos enrolado do que eu, levou a sua digital e me prometeu enviar as fotos. Santo Mr. X!

Sabe quando cada momento de sofrimento, angústia, inquietação e aborrecimento vale a pena? Pois bem, essa foi a conclusão ao terminar, o que chamo de o melhor show dos meus últimos tempos. Saí do Credicard Hall, em São Paulo, um lugar longe pra caramba, cujo estacionamento é caríssimo, e não é tão grande quanto eu imaginava, completamente apaixonado! A simpatia, a meiguice e a competência da Kylie Minogue, só não me fez chorar porque seria um pouco demais. Senti-me um verdadeiro tiete, pulei, dancei, me diverti muuuuuiiito. E saí completamente “in love”.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

VOLTO LOGO!


Tenho muito o que contar: um atropelamento, uma candidatura e eleição para um cargo, uma nova perspectiva de vida, academia, festas, amigos, bebedeiras, vexames, mas não tenho tido tempo para escrever. Espero voltar em breve, pois estou morrendo de saudades de divulgar, apesar de não ter divagado muito. 
Aguardem-me!

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

AO MESTRE COM CARINHO


Atire a primeira pedra, aquele que, sendo da minha geração não assistiu ao filme em que Sidney Poitier, ao som de To Sir With Love, cantado por Lulu, transformava alunos rebeldes, de algum subúrbio londrino, em pacatos futuros cidadãos.

Sou professor, não porque fiquei com inveja do Sidney, mas porque assim foi que meu caminho seguiu. E, como Sidney, dou aula, não para alunos rebeldes de um subúrbio londrino, mas simplesmente rebeldes de comunidades cariocas, cujo comportamento anda me deixando maluco.

Quando você estuda Matemática ou Física, como eu estudei, mesmo escolhendo licenciatura, não é preparado para a realidade de salas de aula problemáticas e abarrotadas como tenho.

Estou no magistério há 13 anos, número cabalístico dizem, dá sorte para alguns e azar para outros. Para mim não significa nada, a não ser um número primo maior que 11 e menor que 17. Mas tratando-se de tempo de profissão, há o que se levar muito em conta, principalmente porque, se eu pensar bem, um aluno do ensino fundamental que tinha 15 anos e estava na 8ª série na minha primeira turma, hoje está com 28 anos. Pode ser um homem casado, pai. Engenheiro, administrador, professor, médico recém-formado ou não ser nada disso e sequer ter terminado o ensino médio. A única certeza que tenho é que ele está com 28 anos.

Outra certeza que posso garantir é que esse aluno, há treze anos, com a mesma origem que vários dos meus alunos de hoje, não tinha o mesmo comportamento. Era definitivamente, mais educado, respeitoso, tinha uma noção de limites e principalmente ainda sabia o valor da escola. Com esse aluno devo ter sido capaz de conversar e dar algumas dicas, talvez até alguns conselhos, porque esse aluno me ouvia, ainda acreditava na minha imagem e considerava minhas palavras.

Em um mundo tão antenado, globalizado, informatizado e podemos dizer até mais democratizado, estou estarrecido ao ver a falta de entusiasmo e excesso de agressividade dos meus alunos. Não são mais aqueles meninos e meninas, cheios de curiosidade pelas descobertas a cada virada de página do livro. São adolescentes, para quem o sexo não é assunto velado e sim corriqueiro, quando não muito bem praticado. Vestem-se com tênis de marca, calça jeans da moda, têm o mais caro dos celulares, porém não sabem o que é pedir licença, fazer um agrado, ouvir, interessar-se realmente uns pelos outros. São companheiros para a farra, bagunça. Ouvem e dançam o último funk. Mas será que ouvem um ao outro?

Nunca ouvi tanto palavrão em sala, se antes eu tinha uma sala com 35 alunos onde 5 eram os bagunceiros e 30 paravam para me ouvir, hoje estou em salas com 50 alunos, onde 5 se interessam por alguma coisa e 45 não param de falar. Lembro-me das cenas de sala de aula do professor Takery, não eram calmas, mas não era um elenco tão grande.

Sidney, ou professor Takery, teve a oportunidade de mudar, e resolveu, na cena final, ao abrir um presente, que era uma caneca, manter-se lá, na esperança de mudar uma nova turma de rebeldes.

Claro que nem tudo são ossos, há momentos de muita beleza, mas mesmo assim, mesmo tendo recebido essa caneca que ilustra a postagem estou pensando seriamente se continuo.

Ah! Ia me esquecendo: feliz dia dos professores!

sábado, 4 de outubro de 2008

ENVIE PARA 7, 10, 15 PESSOAS...



Recebo de vez em quando, de algum amigo, de simples conhecidos, ou de completos estranhos algumas correntes do tipo:

Uma oração para um santo ou um padroeiro qualquer e depois um pedido para que você envie em um determinado tempo, no máximo 1h, para 7, 10, 15 pessoas de sua lista, assim um pedido qualquer feito mentalmente se realizará logo.

Uma pessoa que diz que você é maravilhoso é um amigo e tanto, enaltece algumas qualidades, que na verdade nem suas são, e diz que se você realmente tem amigos e é amigo deste que te enviou, terá que enviar para 7, 10, 15 pessoas da sua lista, inclusive para o dito cujo que te enviou e assim será provada sua amizade.

Uma que manda você mentalizar algo, pensar em alguém que quer do seu lado, e se você enviar para uma quantidade x de pessoas da sua lista, essa pessoa cairá aos seus pés jurando amor eterno.

Tem a da criança que está doente e precisa de uma cirurgia ou algum tratamento caríssimo, o qual será pago pela AOL, na forma de centavos, recolhidos por cada email que você passar, assim você terá que enviar para 7, 10, 15 ou toda as pessoas da sua lista.

A última é uma que está sendo monitorada pela AOL e pela Microsoft, informando que ambas são as maiores empresas de Internet e que pagarão U$ 245,00 para cada pessoa que você mandar o email e U$ 243,00 para você. Ora, eu imagino que na realidade a AOL e a Microsoft querem se tornar as empresas mais idiotas da Internet, se isso viesse a ser verdade, pois eu pergunto: que vantagem elas teriam fazendo você enviar e-mails? E outra, porque o cara para quem você vai mandar o email ganhará mais do que você?

Uma vez, recebi uma que dizia que se eu não enviasse o quantitativo de cópias previstas estaria condenado a solidão, tristeza, sofrimento e miséria pelo resto da vida! Eu até me assustei, pois ela começava tão mansinha, com uma oração à não sei quem, e que várias pessoas pelo mundo inteiro já haviam sido contemplados com os desejos, e blá, blá, blá. De repente me vem com essa maldição.

Naquele instante me perguntei, será que realmente fulano é meu amigo? Será que ele quer o meu bem mesmo? Primeiro porque quem é meu amigo sabe que sou avesso às correntes, pirâmides, montinhos, etc., e pensaria duas vezes antes de enviar e, segundo, porque isto não era uma corrente espontânea, mas um mandato, caso não cumprido, acarretaria em punição.

A partir de agora nem me dou ao trabalho de ler, já “deleto” imediatamente, sei lá, vai que eu leia até o final e depois não consiga dormir com medo dos malefícios que uma corrente tão bem intencionada como esta vá provocar!?

Saindo das correntes, e entrando no mundo do esoterismo e misticismo, algum de vocês conhece alguém que teve seu “amor trazido de volta em 3 dias”? Eu sempre fiquei intrigado com essa chamadinha dos videntes e pais de santo.

:-)