Frase da Semana

"A MINHA FELICIDADE DEPENDE DA QUALIDADE DOS MEUS PENSAMENTOS"





domingo, 21 de julho de 2013

HOJE, DOMINGO!


Acordei com vontade de continuar dormindo.
Demorei a me levantar e fazer conexão com o mundo exterior.
Liguei o modo "hoje é domingo" e voltei para a cama.
Senti falta de algo, como se meu corpo e minha mente não estivessem conectados.
Senti-me um pouco vazio!
Resolvi não viver, por uns momentos, descansar mesmo!
Acho que todo guerreiro precisa de uma trégua, um momento de repensar as estratégias ou de endossá-las.
Sofro pelo medo de perder tempo, mas pago pelas decisões tomadas às pressas!
Desejo soluções rápidas, em um mundo onde as coisas acontecem no seu devido tempo!
Pronto, descobri que estou em  crise existencial!
Resolvi colocar num papel, esse meu momento, porém o papel está distante, ironicamente o “notebook” está ao lado e ligado, bom... resolvi digitar.
Descubro que a tecla backspace (que volta e apaga os erros de digitação) não está respondendo ao meu comando, será que minha crise, passou para meu “notebook”?
Desisto!
Não quero brigar com a tecnologia, não hoje, não agora, não em crise!

Estou vendo um livro de Clarice Lispector ao alcance das mãos. 
Vou folheá-lo, com certeza Ela terá algo a me dizer.

domingo, 11 de novembro de 2012

YOLO - "You Only Live Once"

       
              Para muitos, esta é uma verdade: só se vive uma vez!
        A despeito dos espíritas, cuja existência é pontuada por encarnações, e outras religiões que aceitam outras vidas, para mim esta é única!
         E claro que, por ser única, deve ser respeitada e tratada com carinho. A sigla YOLO é, na verdade, uma das maneiras dos norte americanos se comunicarem via sms e redes sociais. Não a conhecia, e ironicamente a vi pela primeira vez numa notícia de morte: cinco jovens norte americanos morreram em um capotamento, do carro com que estavam brincando em fazer derrapagens em alta velocidade. Instantes antes do acidente, um deles posta no twitter esta sigla.
         Assim que terminei de ler a notícia pensei: valeu a pena? Um simples acontecimento de poucas horas (entre a festa, a bebedeira e o acidente) vale por uma vida toda? E todos tinham em média 20 anos.
         Clarice Linspector disse uma vez que "viver é insuportável". Tem momentos que concordo com ela. Vivemos sob tantas regras e sob tantos preceitos que cansa! Quando conseguimos fugir um pouco desse estresse todo de trabalho e complicações com outros seres humanos, ai sim, conseguimos uma certa paz. Precisamos aprender a alcançar esses momentos, não é fácil, mas são compensadores. Tem horas que devemos parar de procurar a felicidade e viver a vida! Outro dia, me peguei focado em um "problema", não conseguia resolvê-lo e nem conseguia me acalmar e curtir o que estava acontecendo ao redor. Quando me desliguei do tal "problema" comecei a perceber que estava mais tranquilo e que sentia maior prazer nas pequenas coisas.
         Tenho uma filosofia sobre a felicidade, já escrevi aqui outras vezes, mas vou repetí-la: a felicidade não é um destino, é um caminho. O que quero dizer é que só poderemos dizer se fomos ou não felizes, quando verificarmos que, apesar de todos os reveses e todos os aborrecimentos, tivemos uma quota boa de momentos felizes. E felicidade não é constante! É ver o sorriso de uma criança, é assistir a um filme que te emocione, é uma volta de bicicleta, uma caminhada pelos parques, uma saída com amigos, etc.
         Uma vida não deve valer por um momento, mas sim por milhares deles!

         Não sabemos quanto tempo temos, mas devemos ter ciência de fazer o melhor que se pode enquanto estamos aqui. Quero que ao fechar os meus olhos, seja em breve ou seja daqui a muito tempo, possa sorrir mentalmente e dizer que valeu a pena, que fui feliz não uma vez, mas diversas vezes! Se tiver que prestar contas, lá do outro lado, que seja só de créditos! Estar bem é um crédito!
Boa semana!

       

terça-feira, 6 de março de 2012

O HOMEM ALBINO E A BARATA ALBINA


Ambos foram vistos essa noite na orla carioca.

 Ela, a barata, foi vista primeiro, cambaleava sobre um píer de madeira, não sabia exatamente para onde queria ir, ou de que maneira chegar, parecia meio bêbada. Grogue talvez, não tive condições de averiguar a origem de seu desnorteio, apenas apreciei, por um curto tempo sua tentativa de não estar ali,  visível aos homens e bem ao alcance de seus pés. Em uma fresta do píer ela se foi, espero que saiba nadar!

Ele, o homem, foi visto depois, não muito tempo, mas eu já havia esquecido da barata, quando o  vi. Intrigado com a situação, dois seres totalmente diferentes, porém albinos, em uma noite só!  Parei de pedalar e apreciei seu caminho. Não estava nada bêbado! Caminhava sobre as pedras portuguesas do calçadão de Copacabana, com firmeza e, diferente da barata sabia exatamente para onde queria ir. Não havia fresta para ele, mas havia uma faixa de pedestre, onde pisando nos retângulos brancos, que combinavam com sua tonalidade de pele e sua camisa também branca, foi-se pela Rua Santa Clara.

Voltei a pedalar, pensando nos “encontros” e torcendo para que eles, como a coceira na mão esquerda ou a visão de uma estrela cadente, sejam o prenuncio de algo bom.

J

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

COPO CHEIO OU COPO VAZIO?


Uma pergunta que, como diversas, responderemos com a seguinte prerrogativa: depende!

Isso mesmo, depende de diversas coisas, principalmente do que será colocado nele, e do que somos, almejamos e podemos.

No momento essa pergunta surgiu, quando pensei que gostaria de começar o novo ano, com minha mente como um copo vazio de preocupações, zerando tudo aquilo que durante, não só esse último ano, mas todos os anteriores encheram esse meu “compartimento cerebral”, com preocupações e coisinhas irritantes, como desapontamentos e desilusões.

Dizem que tristezas e chateações servem para aprendermos e nos tornar mais sábios e sensíveis, concordo! Mas existem algumas que deveriam ser expurgadas imediatamente após acontecidas, porque não vão trazer muito benefício, pelo contrário vão ficar “martelando” na cabecinha por muito e muito tempo, e já viu alguém fazer cara bonita quando está preocupado ou aborrecido?

Ainda não encontrei uma filosofia ou um tratamento que me faça deletar alguns aborrecimentos, mas meu desejo para minha nova vida, a partir desta postagem, é que eu possa me livrar rapidamente de pensamentos e atitudes, que durante toda a minha existência, só me atrapalharam! Ninguém merece!

Um feliz Ano Novo, com o copo vazio de sentimentos mesquinhos e tolos, passível então, de ser preenchido com nobreza, sensibilidade e muitas atitudes positivas!

Isso serve para mim e para todos os meus três leitores.

Beijos e Abraços.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

DEFINIÇÕES


Faz mais de um mês que não posto nada. Andei muito indolente e preguiçoso mesmo. Uma preguiça nada positiva, pois me senti travado, sem vontade de fazer muita coisa. Tive vontade de sentar e escrever, rascunhei mentalmente algumas idéias, mas não consegui transpô-las para o teclado!

Hoje, recebi um "email" de um amigo, com essa mensagem, que se diz de autoria do Mário Quintana. Pois bem, gostei muito, fiz só uma pequena mudança no final, mas isso se deve ao meu atual comportamento arredio.

Pois bem, dividindo com vocês, ai vão algumas definições:

Deficiente é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.

Louco é quem não procura ser feliz com o que possui.

Cego é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.

Surdo é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.

Mudo é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

Paralítico é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.

Diabético é quem não consegue ser doce.

Baixo é quem não sabe deixar o amor crescer. E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:

Miseráveis são todos os que não conseguem fazer o bem!

E... a amizade é um amor que nunca morre!

:-)



sábado, 23 de julho de 2011

AMY & JANIS



Dizem que a história se repete!

Hoje, Amy Winehouse, cantora de estupenda e maravilhosa voz, foi encontrada morta em seu apartamento em Londres. Provavelmente a razão está ligada ao seu histórico de drogas e álcool. Não vou me ater aqui a esse fato, sei que a mídia discutirá exaustivamente isso!

Com esse acontecimento perdemos uma voz maravilhosa e marcante. Uma mulher muito jovem, de 27 anos, cuja vida não foi o que podemos chamar de exemplo de luta. Cuja música mais famosa "Rehab", brinca com aquilo que possivelmente a traria ao desfecho deste sábado. Ao mesmo tempo que bate uma tristeza, bate uma raiva por achar que ela não lutou o suficiente.

Mas quem sou eu, para julgar seja quem for, devo entender que cada um tem sua cota de força, a vida é uma batalha diária e que, como dizia Clarisse Linspector: "viver é quase incômodo, ultrapassa qualquer entendimento".

Aos 27 anos também, há quase 41 anos, morreu de complicações com drogas e álcool, Janis Joplin, ícone rock dos anos 60. Que também consciente de suas fraquezas disse: "Posso não durar tanto quanto as outras cantoras, mas sei que posso destruir-me agora se me preocupar demais com o amanhã."

Duas vozes estupendas, duas grandes perdas artísticas, duas mulheres jovens cuja curta trajetória de vida, ficará nas nossas mentes como prova de que um dom, no caso a voz, e o sucesso, não são suficientes para nos manter de pé. Com certeza precisamos de algo interior, uma fé, principalmente em nós mesmos que nos permita levantar todos os dias acreditando que podemos transformar tudo ao nosso favor.

Bye Amy!





quinta-feira, 21 de julho de 2011

O QUE TE INCOMODA EM MIM?


Sou negro, sou branco, sou criança, sou velho, sou judeu, sou evangélico, sou pobre, sou rico, sou ignorante, sou intelectual, sou gay, sou hétero, sou deficiente, sou homem, sou mulher!

Qual das características acima tanto assusta a ponto de algumas pessoas olharem com ar de reprovação? Nojo mesmo, às vezes!

Quem deu, a algumas pessoas, o certificado da perfeição e o direito de ofender, verbal ou fisicamente?

Por que a vida dos outros, o meio de vida e a forma de vida incomoda tanto a alguns?

Ontem, deparei no jornal com a notícia de que pai e filho foram brutalmente espancados, em um festival, numa cidade interiorana, por terem sido tomados por um casal gay, somente porque estavam abraçados. Mais uma vez a bestialidade humana, vestida de valores hipócritas ataca!

Para os que agridem sempre há uma justificativa. Seja ela religiosa, seja ela pessoal. Tem horas que paro e imagino, como tudo isso surgiu e visualizo umas duas ou três pessoas dizendo não achar isso ou aquilo certo, e tantas outras, cegas pela ignorância, dizendo "amém" e fazendo reverências a opiniões e idéias absurdas e castradoras. Ora, todos têm o direito de não gostar disto ou daquilo, mas não o de preterir, humilhar ou agredir seja lá quem for.

A intolerância deve ser sempre punida e, para mim nestes casos, o martelo da justiça deveria ter o mesmo peso, para que os agressores sintam na pele a mesma dor causada.

Desculpem, meus três leitores, se aqui abandono, um pouco, a suavidade e a leveza, mas notícias como esta, que não estão sendo raras, me irritam profundamente e acabam com meu bom humor!